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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

08.Abr.16

Peripécias inférteis (V)

Os tratamentos continuam, os dias passam e nada corre como tem de correr. O primeiro ciclo terminou antes do tempo, o segundo ciclo foi interrompido, o terceiro ciclo foi cancelado. O quarto ciclo não pode começar porque o meu corpo ainda não "limpou" como deve ser a hiperestimulação. Perguntava há tempos quando nos é permitido sofrer, a partir de quando, a propósito das mulheres que já têm um filho e não conseguem conceber vs, aquelas que não têm nenhum, e hoje pergunto quando me é possível começar a chorar. Sei que a caminhada é longa, mas cada km que passa perco mais um pouco de esperança. É uma luta minha, diária, constante. Tento manter-me firme, ao de cima, mas de cada vez que vou ao fundo custa mais um pouco a emergir. Queria ter coragem para desistir, sendo um contra-censo, desistir de uma coisa em que já não acredito, mas tento sempre mais um pouco porque é algo que queria muito, não é o desejo de conceber, de estar grávida, é o desejo de dar um irmão ao meu filho. Sou filha única e passei por tanto sozinha. Não vou nunca cometer os erros dos meus pais mas não quero que o Henrique sinta algum dia a solidão que senti não raras as vezes. 

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