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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

06.Set.18

O meu terror nocturno

Desde que voltei a ser mãe comecei com pesadelos muito reais, diria mesmo terrores: acordo com o choro de um mini ser rechonchudo, de 3 em 3 horas. Estes terrores começaram por volta dos 4 meses quando o mini começou o seu caminho curto de engorda. Achei que de barriga cheia (a dele, não a minha) com carne ou peixe a coisa melhorava, acalmava a fome. Mas não, a coisa piorou. Por volta das 02h da manhã dá-se o pico do pesadelo, e aquela criatura de mãos sapudas e dedos gordos olha para mim com um grande sorriso rasgado que mostra os seus únicos 4 dentes, duas favolas em cima e dois dentinhos em baixo. Ninguém quer ter pesadelos destes com pessoas anãs desdentadas. 

Falámos com uma terapeuta do sono que nos elucidou: ainda há adultos que se trancam na despensa durante a noite a comer tudo o que aparece tipo monstro das bolachas. Queres ter um filho assim? Então toca de fazer o desmame dos dois biberões nocturnos. E é aí que o pesadelo se adensa. Agora aquela bola gorda desdentada já não sorri, chora que se farta, grita e cospe o biberão de água que lhe tento dar numa tentativa de engodo. Desperta 305 vezes durante a noite porque a chupeta lhe cai. Se calhar 5 chupetas espalhadas ainda não são suficientes. 

Os terrores continuam e ninguém dorme uma noite de jeito desde há 8 meses e qualquer coisa. Este é o pior pesadelo deste sonho de ser mãe.