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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

05.Jun.18

A minha (não) obesidade

23 semanas se passaram desde que fui mãe. Quem me acompanha conhece a minha história e a minha batalha para conseguir este filho. Tendo recorrido à procriação medicamente assistida foi-me dada nota que não engravidaria sozinha. O meu sistema reprodutor parou em 2015 e desde então nunca mais tinha tido um ciclo, uma menstruação, uma ovulação. Surpresa, surpresa, na semana passada tive o meu primeiro período espontâneo desde há muito tempo.

 

O corpo já me tinha dado sinais 14 dias antes mas não lhes quis dar grande importância. Mas nós conhecemo-nos e esperei pacientemente.

 

Passaram-se 23 semanas, no dia 26 de Dezembro tinha 72kg, e hoje tenho 57kg. Algures no tempo acreditei que o peso todo que tinha ganho do meu primeiro filho estaria a influenciar este shut-down. Uma médica, das dezenas que consultei tinha-me dado essa dica. Apesar de não estar gorda (estava com 59kg) o meu corpo sentia aqueles quilos a mais e o SOP podia estar relacionado com essa (não) obesidade. Parece estapafúrdio porque estamos a falar de uma pessoa magra, mas a verdade é que quando engravidei do Henrique aos 29 anos pesava 53kg desde os meus 25 anos.

 

Não sei se este raciocínio tem qualquer cabimento mas vou continuar a testar-me. Vou tentar chegar aos 55kg e ver se este período não foi um episódio isolado. Sinto-me bem fisicamente como não me sentia há muito tempo. Espero finalmente recuperar alguma da saúde que ficou perdida no tempo. Quem tem SOP, sabe tão bem como eu que não é só não ter ciclos ou não conseguir engravidar. São todos uns sintomas desagradáveis que nos acompanham diariamente. 

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