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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

02.Abr.19

Perguiçar por aí

Não tenho escrito nada. Todos os dias abro a página e volto a fechar. A vida arrasta-se numa doce rotina. O bebé pequenino já anda e corre. Continua delicioso, gordinho e bem disposto. O meu trabalho não pára, os dias fogem-me pelas mãos, corro a toda a hora sempre com alguma coisa para fazer. Levanto-me religiosamente às 06h50, com a casa ainda silêncio, bebo um café e fumo um cigarro, sozinha, é o único momento do meu dia em que estarei completamente sozinha, 10 minutos que me sabem por anos de vida. A seguir a isso é a correria típica, mas só saiu de casa por volta das 09h30. Agora ele já chora, vem de braços estendidos até ao elevador. Diz mamã. Já sabe que quando calço os sapatos está na hora da despedida. Também ele quer calçar os dele (ou os meus) e ir para a vida. O maior continua pequeno, precisa tanto de nós como nós dele. Dá vida a casa e quando dorme fora todos ficamos um bocadinho mais tristes. A casa fica serena, mas num silêncio que já não estamos habituados.

As horas transformam-se em dias, os dias em semanas e as semanas em meses. 15 meses, 4, 33 e 37 anos. E o tempo vai passando, nesta doce rotina, nesta correria sem meta definida.