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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

27.Fev.18

estamos vivos e a sobreviver

A ausência de notícias não é mau sinal. Estamos tranquilos no nosso canto. Os dias vão-se passando e o Matias cresce. Ontem foi a consulta dos dois meses, e ele não está a engordar como o esperado. Os bolsados em golfadas que dá tiveram impacto. Ordens para mudar o leite para uma fórmula A.R.. Que pesadelo, o leite é super grosso. Demora horas a beber o biberão. Mas para já, nos 3 que já bebeu parece-me que a coisa está melhor. 

 

Já não me lembrava do cansaço desta fase, e digo-vos senhores que não tinha saudades. Sinto-me em modo piloto automático. A sobreviver. Espero que aos poucos as coisas se componham. Os stresses que tive no trabalho também não ajudaram. Não entendo como em pleno século XXI ainda somos crucifixadas por sermos mães. Mas é o país que temos.

09.Fev.18

Dorme quando ele está a dormir

Quantas vezes nós mães ouvimos esta pérola? Aproveita para descansar quando o bebé está a descansar. "ah estou cansada", "pois não fazes o que te digo". Vou passar a explicar:

- 07h levanto-me, trato do pequeno almoço do mais velho, bebo o meu café, trato do pequeno almoço do marido, vou acordar o mais velho às 08h, o bebé desperta às 08h05, começa a refilar. Enquanto dou o pequeno almoço ao primogénito, com o outro ao colo faço um shhh shhh.

- 08h30, acabo de arranjar o mais velho, o recém nascido já chora irritado.

- 09h o mais velho sai com o pai, pego no outro, continuo a fazer shhh shhh de forma automática, vou mudar-lhe a fralda da noite, que já pesa 1kg, às 09h15 dou-lhe o leite. Demora 30 minutos a bebê-lo, 15 minutos a arrotar, 15 minutos em posição vertical para não bolsar.

- 10h pouso-o na cama, cai a chupeta, ele refila, shhh shhh está tudo bem, a mamã está aqui. 

- 10h30 adormece. Trato do meu pequeno-almoço, como-o enquanto contemplo o rebento.

- 11h acabei de me arranjar. Sento-me no sofá e respondo a uns emails.

- 12h começa a refilar, pego nele, troco a fralda, troco a roupa e ponho-o a fazer cocó (os meus filhos têm o dom de nascer sem saber fazer força no sítio certo).

- 12h30 preparo o leite, demora 30 minutos a bebê-lo, 15 minutos a arrotar, 15 minutos em posição vertical para não bolsar.

- São 14h, se calhar vou almoçar, prepara almoço enquanto ele resmunga, quer colo. Como com ele ao colo, quando volta a adormecer são 15h30, às 16h30 é hora de ir buscar o mais velho à escola. 

- 17h são horas de comer novamente, enquanto o mais velho grita, "mas quem brinca comigo". Eu brinco gordo eu brinco. Enquanto espero que ele beba o biberão em 30 minutos, 15 minutos a arrotar e 15 minutos em posição vertical para não bolsar.

- Às 19h já em modo piloto automático dou banho ao mais novo enquanto a empregada veste o mais velho.

- 19h30 já a dormir em pé preparo os pratos do jantar de todos e começa o ritual de deitar o gordo na cama. 

- Às 21h apago a luz do quarto dele, respiro fundo, mais um dia que chegou ao fim, posso jantar sossegada (só que não porque é a hora em que o bebé está mais desperto), posso ver uma série (só que não porque os olhos teimam em fechar), posso namorar um pouco (só que não porque só quero me deixem em paz). 

- Às 22h devo estar a ressonar, duas belas horitas de sono até ao próximo biberão.

 

 

05.Fev.18

Acabou-se a papa doce

E assim me despeço mais uma vez das minha maminhas ao léu. Fui até onde pude, mas com o meu marido fora, e uma criança de 3 anos, casa e recém-nascido para gerir, não consegui tirar leite quando devia, a produção foi descendo, e acabei por secar o leite. Desta vez não recorri ao Dostinex que tem má fama por aí. Ainda comprei os comprimidos, mas o leite era tão pouco que bastou-me parar de tirar para ele secar normalmente.

 

Agora preciso de arranjar uma nova melhor amiga visto que a máquina da Avent foi encostada a um canto, talvez voltar às leituras de adultos. Confesso que isto de conviver apenas com pessoas com menos de metro e vinte é de deixar uma pessoa maluca.