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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

27.Nov.17

começa a contagem decrescente - 4 semanas

Perto de entrar nas 35 semanas começo a pensar quando é altura de ir para casa descansar. Os tempos a seguir ao parto são complicados, cansativos, com muito choro, poucas horas de sono ou muitas horas em modo intermitente. Lembro-me bem deste período a seguir ao meu primeiro filho nascer, e não foi fixe meus senhores.

 

Se por um lado me sinto bem fisicamente por outro sinto que está na altura de me desligar e dedicar-me a esta fase a 90%, coisa que ainda não fiz. Não tenho a mala preparada, o berço preparado, nem estou ainda mentalizada para o que aí vem. Quinta-feira é dia de médico e vou fechar com ele uma data para iniciar esta nova caminhada. Mas diria que o deadline será o dia 7 de Dezembro. 

22.Nov.17

nós por cá

Continuamos com viroses atrás de viroses, constipações, muita tosse. Em 3 semanas fomos duas vezes às urgências e hoje vai ao pediatra. Não há tréguas. Da primeira vez novamente Síndrome de Dificuldade Respiratória, toca de levar oxigénio, Ventilan, Celestone e Aerius. A coisa melhorou mas nunca ficou grande coisa. Este sábado, depois de uma noite em claro, em que tossia a cada 30 segundos, toca de o levar outra vez às urgências. Diagonóstico: laringite. Ordem para não ir para sítios fechados, mais 3 dias de celestone, vapores, mel e dose de paciência. Medicação acabou na segunda e a coisa continua mal. Ontem depois de um dia de trabalho, chego a casa e dou com um miúdo prostrado, a arder em febre e a dormitar (coisa rara deste rapaz que tem energia para dar e vender). Como instinto de mãe não se engana, estou desde sexta-feira a pedir ao meu marido que antecipe a consulta com o Dr. Paulo Oom, que conseguimos para hoje.

Hoje, milagrosamente está melhor, almoçou bem e finalmente dorme uma sesta em modo profundo. Já sei que assim que puser os pezinhos gordos no colégio, trás novo bicho para casa. E eu cada vez mais redonda e cansada. Não sou de me queixar, mas estou no limite das minhas forças de mãe. 

16.Nov.17

Na terra do para sempre

Tento fotografar na minha memória cada pedaço de ti, as tuas mãos sapudas ou os teus pés fofinhos. Quando te estou a dar o jantar e te fixo por uns instantes para perceber o que me tens para contar um medo de um dia te perder abate-se sobre mim. Levanto-me de noite quando tosses para ver se tens os pés frios, as meias calçadas ou para limpar o coco que resolveste fazer durante o sono. Faço te cócegas no rabinho e tu dás aquelas gargalhadas de bebé feliz. Deito-me na tua cama contigo e ficamos só assim a olhar um para o outro, és tão bebé, tão querido, redondinho e perfeito que não quereria que te fizesses homem. 

Esta manhã pediste-me um pintainho amarelo para brincar e para dormir contigo, disseste-me que a seguir à escola ias apanhar um taxi para ir para o aeroporto ter com o pai à Argélia, tinha de levar o Júlio porque és o pai dele. E o ipad para trabalhar. Não sei em que mundo dizem que as crianças dos dias de hoje são menos felizes que as crianças de há uns anos atrás. Eu sei que tu és feliz, com um Ipad ou a brincar nos baloiços. A comer batata doce assada e ovos biológicos ou farturas e algodão doce da barraquinha junto aos carroceis da rotunda. 

Tu és o meu bebe feliz, aquele que me tirou noites de sono, dias de descanso, que me deixou uma marca enorme na barriga, que não quis mamar, que não fazia coco sozinho, que não bebia leite em pó a não ser se o adormecesse. Tu és o primeiro bebe que me dá vontade de ter outros só para poder ter sempre umas mãos sapudas e uns pés fofinhos junto de mim, só para poder ter alguém a chamar mãe a cada dois minutos a perguntar porquê ou o "que é que isso quer dizer". Só para poder olhar pelo espelho retrovisor e ver esses olhos grandes a dizer, "liga os jactos que eu tenho pressa". 

Por mim podia ser assim para sempre: tu com 3 e eu com 33.

14.Nov.17

Curtas - Pablito

Depois da MJ o ter levado ao espectáculo do Ruca, a primeira vez que foi a algo do género:

Eu: então querido e o que gostaste mais do espectáculo?

Ele (no alto dos seus 3 anos): do intervalo.

 

Ao menos não foi do fim.

10.Nov.17

Matias a provocar estragos

O mau comportamento do meu primogénito cresce em proporção com a minha barriga. Conforme a hora vai chegando, mais berros se ouvem em nossa casa. Tenho pena dos vizinhos que devem achar que este novo casal recém mudado trabalha num mercado. Confesso que a minha paciência anda pelas ruas da amargura mas o tipo consegue tirar me do sério. Desde chorar por tudo e por nada, bater no pai, atirar-se para o chão, recusar-se a comer, puxar o vómito, recusar-se a dormir, recusar-se a fazer xixi e cocó, recusar-se a despir o blusão de penas novo mesmo estando a suar em bica, chorar porque não lhe dou oreos a seguir a ter jantado... é uma verdadeira tourada. E eu cada vez maior e com menos disponibilidade para ele. Tento dar-lhe mimos (quando a fera deixa), tento explicar-lhe que a chegada do Matias vai ser boa para todos, que ele será sempre meu filho, o meu primeiro filho, mas o miúdo está afectado. 

A juntar-se à mudança de casa, ao inicio do colégio, às viroses todas que trás para casa todos os dias, a coisa anda negra. Depois todos os dias, contraditoriamente tem um rasgo de ternura e vem dar-me um beijinho na barriga ainda que não lhe peça nada. É o maravilhoso mundo dos 3 anos, juntamente com mano novo no pedaço e bichos novos todos os dias. 

chave de ouro: respirar fundo!

09.Nov.17

Barriguitas

31 (em cima à esquerda), 30 (em cima à direita), 29 (em baixo à esqueda) e 28 semanas.

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Quase que parece que trabalho num ginásio, sempre equipada! Mas não, é mesmo vício.

06.Nov.17

sonhos de laboratório

Quando fiz a promessa de doar o valor do meu tratamento à clínica onde consegui o meu positivo estava longe de pensar que iria ficar de coração cheio. No dia 23 de Maio deste ano dei inicio a esta promessa, e hoje, quase 6 meses depois, soube que o casal que teve a sorte de ser acolhido pela Dra. Ana Paula Soares, e também de certa maneira por mim, conseguiu o seu positivo. Assim a clínica Ginemed deu-me dois positivos (ou se calhar 3, porque ao que sei colocaram 2 embriões) num curto espaço de tempo e isso deixa-me muito feliz. Sei o que custa a desilusão de cada negativo, de cada tratamento falhado, não sei o que é esperar por novos oportunidades de repetição no público, felizmente não precisei de esperar, e ver o tempo a passar e o tempo para nós mulheres é o nosso pior inimigo. Quem me dera poder ajudar mais alguém, ou ter mais exposição que me permitisse isso mesmo... mas pronto, levo no peito esta mulher e a sua vitória.