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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

A nossa alimentação e a das criaturas

A nossa consicência diz-nos que não devemos passar os nossos erros alimentares aos nossos filhos. Os bons hábitos devem ser incutidos logo desde pequeninos e devemos tentar replicar, de forma melhorada, aquilo que queremos e fazemos para nós. Nos tempos modernos, das correrias, das comidas de pacote, congeladas, das horas extra no trabalho e da falta de tempo é um quebra-cabeças comer-se bem e ter ideias para que os rebentos comam também em condições. Tenho a sorte de ter empregada todos os dias que me ajuda nas refeições dele e uma Bimby, mas mais do que isso é preciso imaginação. O meu truque é preparar os menus da semana para os rapazes e fazer as compras de acordo com o programado. Apostar em pratos que possam dar para várias refeições e alternar os dias entre peixe e carne. Opto por usar muitas verduras, batatas e gordura saudável, os molhos são sempre feitos com tomate e cenoura, não uso natas ou margarinas. Não compro comida embalada ou pré-cozinhada, não lhe dou douradinhos e outras coisas do género, terá a vida toda para comer isso, não dou salsichas ou outras carnes processadas e come massa apenas uma vez por semana. Nunca provou um sumo ou chá ou refrigerantes e bebe bastante água. Tentei dar uma vez um leite com chocolate da ucal e cuspiu.

 

Eu faço escolhas saudáveis para mim diariamente e quero muito que o meu filho aprenda de pequeno também a fazê-las, se lhe posso dar cereais sem glúten, dou, se lhe posso dar uma tosta de arroz integral em vez de uma bolacha Maria dou, e ele adora. Com as minhas manias consegui também pôr o meu marido a comer melhor e a fazer escolhas melhores. Zanguei-me muitas vezes porque não quero que o pequenote coma como ele. Quer comer mal, coma fora de casa e longe da vista. 

 

Ao sábado facilito um pouco e deixo-o comer mais "porcaria", é o dia da asneira para todos. Se vamos almoçar fora e comemos batatas fritas, então parece-me que a criança também pode comê-las, aliás confesso que nos restaurantes costumo pedir batatas e pão só para ele porque fica calado e quieto durante uns bons 10 minutos. Quando não quer comer não come, mas também não há substitutos, não entro em guerras como já tinha referido.

 

Deixo-vos uma semana típica deles. 

menusemanal.png

 A minha é um pouco diferente :) 

 

Até mães

Quando até amigas acabadas de ser mães nos dizem "estás tramada nunca mais te vai largar", "devias deixar o bebe a chorar para ele perceber que não é só colo", "devias fazer assim e assado" tenho vontade de bradar aos céus.

 

Já se percebeu que o Dom Pablo não é um bebe fácil, é chorão, pronto nada a fazer. Não faz coco sozinho, tem cólicas, e dorme pouco durante o dia. Nos momentos de crise ou esquizofrénicos como eu costumo dizer ele só está bem no meu colo, só se acalma comigo e só adormece de determinada maneira. Fora de questão deixar um bebe de um mês e 17 dias a chorar só porque sim.

 

Se é uma prisão? É! Se todos os dias digo que me arrependo de ter sido mãe? Sim! Mas é o meu filho e ele é assim. Deus me dê paciência não para o aturar mas para não desatar a distribuir estalos a bocas parvas. Se é para mandar bitaites ao menos que sejam úteis como por exemplo "os 5 passos para pôr um bebe a fazer coco sozinho em 24 horas". Era útil!

Amamentação

Numa altura em que amamentar está de novo em voga (e ainda bem), esta daqui que vos escreve confessa que começou hoje a medicação para secar o leite com um bebe que faz também hoje 5 semanas. 

 

E porque acho que também devem haver testemunhos sobre o outro lado não podia deixar de vos contar a minha aventura nesta coisa das maminhas, leitinhos, mamilinhos e bebes esfomeados. Uma coisa aprendi neste último mês: a máxima apregoada do "todas temos leite suficiente para as nossas crias" ou "todo o leite é bom" ou "quem quer dar consegue" não é bem assim.

 

Agora estou aqui em compasso de espera a ver se não caiu para o lado com o raio do Dostinex. Dizem que aquilo provoca assim coisas más. 

Meu filho meu T(error)esouro

by Benjamim Spock

 

Publicado em 1946 é de uma actualidade impressionante este livro MEU FILHO MEU TESOURO. Descobri-o nas estantes da minha mãe e tenho lido algumas partes para ver se consigo entender um pouco desta criatura que me saiu na rifa. 

 

Não estava à espera de ter um anjinho, um belo adormecido porque na barriga já era o que era, mas nunca pensei que um bebe fosse capaz de estar horas a fio a gritar de pulmões abertos. As chamadas "cólicas" bateram cedo nesta morada. Nascido faz hoje 20 dias esta criatura tira-me do sério não raras as vezes, são dias inteiros em que não consigo fazer o que quer que seja porque cada vez que ele abre os olhos abre também a boca, e não não é para comer. Cólicas ou não posso afirmar que claramente ele tem ataques de cólera, de raiva, passa-se só de não conseguir pegar na chucha ou no mamilo. Interroguei-me várias vezes sobre estes ataques de fúria e descobri neste livro que há mesmo uma categoria onde enquadrar o meu querido filho: os bebes coléricos. A cura? Não existe. Muita paciência (não tenho na maioria das vezes), muito mimo (quando ele está com as fúrias nem vale a pena dar-lhe mimos que o gajo detesta) e ouvidos de mouco. O resto é arranjar truques para manter a nossa sanidade mental e algumas rotinas diárias como por exemplo fazer xixi ou coco, lavar os dentes ou pôr as lentes de contacto logo de manhã (um banho é um  luxo senhoras, esqueçam). Hoje consegui-o finalmente enfiar no Sling e é assim que vos escrevo, no sling com o White Noise (mais propriamente este http://www.youtube.com/watch?v=cUwEiMNhOCM) ligado. 

 

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