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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

E agora o que se segue?

Antes de ir de férias marquei nova consulta na IVI para o dia 7 de Setembro. No fundo não queria acreditar que teria uma menstruação sozinha, mas tive. No entanto a consulta continua marcada, seria um retomar e um avançar para métodos mais evasivos que simples estimulações. O meu marido pede-me tempo, a minha endocrinologista tinha-me pedido o mesmo, mas tenho medo de dar tempo a uma coisa que pode nunca se endireitar. Dar tempo e depois acabar lá na mesma mas mais velha e mais desgastada ainda. Esta semana seria de ovular, mas o meu corpo não me dá sinais disso, e portanto os ciclos não estão normalizados nem restabelecidos. 

Ando nesta corda bamba sem fórmula mágica ou certeza de algo. Queria dar tempo, queria carregar no botão off e esperar. Já esperei 14 meses, posso esperar outros tantos mas a razão nem sempre me acompanha e o medo da incerteza nunca me abandona. 

Nova droga no pedaço

Temos nova droga prescrita, e esta é injectável e tudo - PUREGON.  Nome bem queridinho. Fora de brincadeiras, o anterior medicamento, testado em 3 ciclos (fingidos, porque eu não os tenho) não funcionou comigo e portanto toca de mudar a estratégia. Por isso é muito importante sermos bem acompanhados por médicos da especialidade, porque aquilo que funciona comigo pode não funcionar com outra mulher qualquer. Importante também é todo o processo ser levado a cabo com uma vigilância apertada pois trata-se de pura manipulação hormonal e as coisas nem sempre correm como esperamos. Mas acima de tudo e como já vem sido hábito, descontracção é o mais importante, há quem ache estranho eu nunca perguntar nada "e depois disto sr. dr.? o que vem a seguir?". Não quero saber, um dia de cada vez, uma ecografia de cada vez, e sem muitas esperanças, neste processo aprendi que o melhor é ter a expectativas muito em baixo, dói tão menos. 

a partir de quando podemos sofrer?

Ouço muito aquelas frases feitas do "coitados estão a tentar há uns 3 meses, mas há quem demore anos a conseguir". Estas frases, murros no estômago, são ditas por pessoas que ou não têm filhos ou engravidaram num ápice. O problema é que o sofrimento não é com certeza proporcional ao tempo de espera, talvez seja o desespero ou o cansaço, mas a tristeza para quem tenta 6 meses é tristeza. Não imagino o que seja tentar durante 5 anos, porque não me imagino a passar por todo este processo durante tanto tempo. Quem passa por estas dificuldades sabe do que falo. É acima de tudo frustrante, e injusto, damos por nós muitas vezes a pensar, "porquê a mim?", porque somos postas à prova desta maneira? Não é por nos dizerem "mas olha que tu já tens um filho, imagina lá a Chica que não tem nenhum e já está a tentar há dois anos". Pois, não quero saber da Chica, não é por ela não conseguir que eu vou atenuar o meu sofrimento por o dela ser maior. Por isso continuo a dizer que é um problema que se vive sozinha, em silêncio, porque a maioria das pessoas próximas não percebe. Costumo pensar Deus queira que nenhuma amiga próxima tenha de passar por isto, porque eu tendo passado também não saberia com certeza ajudá-la, e isto minhas senhoras, diz tudo. 

tentativas

Afinal falei antes de tempo e o meu corpo continua em estado comatoso. É desesperante... vou tentar voltar a entrar em modo zen, mas de cada vez que saiu desse modo é mais difícil entrar. O fim-de-semana foi para esquecer, entre um teste negativo, 33 dias de ciclo, horas de sono perdidas, aulas, mau tempo, almoços em sítios miseráveis... isto a somar o facto de não receber salário desde Agosto porque imagine-se "não há divisas" ou ligo o piloto automático ou vou só ali chorar mais um pouco (para não dizer outras coisas). Viva as segundas feiras. 

tentativas

Sabem aquele tipo de assuntos que preferimos não tocar pois temos medo que nunca venha a acontecer? Este é um deles, mas a partir do momento em que a partilha se inicia não temos como voltar atrás. Isto apenas para dizer que acho que o meu corpo está a começar a funcionar, é apenas um feeling e vale o que vale. Tal como já aqui tinha dito resolvi não continuar o tratamento de progesterona portanto estou "por minha conta" ou por conta deste meu útero mais do que preguiçoso. Continuamos no modo Zen e com pensamentos ou não pensamentos sobre-o-período-gravidezes-ovulações-hormonas e tudo o mais. 

Um beijinho Zen para vocês.

tentativas

Pequena actualização sobre o assunto:

- amenorreia confirmada, já iniciei os comprimidos de progesterona para ver se a coisa se encaminha. 

Se alguém disse que era fácil? Não ninguém disse, e a única coisa que posso desejar é que nem todas as mulheres tenham que passar por aquilo que eu passo para ficar grávida. 

a pressa

Não dou novidades sobre as tentativas porque não há muito a dizer. O meu organismo continua parado e não há meio de começar a  funcionar (se calhar já ligava ao médico a dizer que estou com amenorreia - nome fofinho para o mal de que padeço - mas ainda não me apeteceu). O que mais me chateia é que o Henrique está a crescer muito rápido e eu não quero, gosto dele assim, bebé sem ser recém-nascido, fofinho que só apetece encher de beijos. E nisto dos crescimentos não havendo forma de travar é indo multiplicar-nos. Deve ser por isso que aqueles casais com 5 filhos continuam a ter mais mesmo depois do terceiro e quando um carro normal já não chega, e o T4 é curto, só lá vai mesmo comprando um palacete.

A pressa não é muito querer estar grávida porque não gostei, não é querer muito ser mãe, porque já o sou, não é querer aqueles primeiros 5 meses ou gozar uma licença, a pressa é porque o que tenho cresce tão depressa que só com outro colmato aquilo que não consigo controlar. Hoje estou assim, com pressa, sem que nada me valha porque o raio das hormonas continuam em deficit e no mundo das tentativas já lá vão 3 meses. 

ânsias

Tento mentalizar-me que não posso pensar demasiado no assunto, tento esquecer que não tomo a pílula desde o dia 13 de Julho e que desde o dia 17 desse mesmo mês não tenho período. Tento relaxar, descontrair e não pensar muito no assunto. Sei que a ânsia é inimiga de quem quer um positivo, sei que gerar um filho é quase um milagre, mas não saber o que se passa cá dentro deixa-me sempre na expectativa. Da primeira vez demorei tempo, da primeira vez fiz mais de 20 testes e vi 20 negativos, cada um custava mais que o anterior. Da primeira vez fui-me abaixo e andei verdadeiramente triste por não estar a conseguir. Os meus ovários são preguiçosos, os meu ciclos gigantes e eu não quero tomar nada que ajude porque acho um disparate.

Vou e quero fazer este caminho outra vez, mas não quero viver aquilo que tive no passado. Não me fez bem e espero ter aprendido com a experiência. Quero descobrir que estou grávida quando já tiver de 8 semanas tal é a descontracção e é nisso que vou trabalhar. Não quero deixar de beber um copo só porque posso estar, não quero deixar de treinar que nem uma louca só porque posso estar, porque não quero pensar que estou. Quero agir naturalmente e adequar as minhas rotinas apenas quando o souber verdadeiramente. 

começamos

Afinal parece que a coisa terá de ser adiada. A imunidade à rubéola deu indeterminada e o médico pediu para repetir a análise. Caso se confirme a "indeterminação" tenho de levar a vacina antes de ficar em novo estado de graça e depois esperar, 6 meses segundo ele, 3 meses segundo o Dr. Google Português, 28 dias segundo o Dr. Google Brasileiro. Do primeiro também já deu indeterminada quando já estava grávida. 

 

Como já contava com os meus habituis precauços/azares não fiquei muito desanimada, só me chateia começar este entre e sai em laboratórios ainda mesmo antes de estar. 

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