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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

a vida não é diferente, é melhor

Ontem perguntava ao meu marido como eram os fins de tarde antes do Henrique nascer. Já não me lembrava o que fazíamos antes do jantar sem um bebé para cuidar. Ele relembrou-me... não fazíamos nada porque não havia o antes do jantar, eu saía tarde, ele saía tarde, chegávamos a casa e jantávamos, ponto. Muitos dias eu ainda ia ao ginásio até às 21h e só chegava às 21h30 a casa. 

Se é verdade que a vida muda muito com mais um membro na família, também posso assegurar que o tempo parece que esticou, consigo chegar a casa cedo e ainda levá-lo ao jardim a ver os patos, consigo dar-lhe banho, dar-lhe o jantar, brincar com ele um bocado e pô-lo a dormir às 21h. São as melhores horas do dia mas também as mais cansativas. Sei que terei de reajustar horários porque não posso continuar a sair às 18h/18h30 do trabalho mas também sei que o trabalho deixou de ter a importância que tinha, já não quero saber se sou a melhor ou a que trabalha mais.

Mas dou por mim a pensar que faço muito mais coisas hoje que tenho um filho do que quando éramos só 2. Há sempre programas para fazer na rua, porque ficar em casa com um bebé um dia todo é de valentes. Faço praia o dia todo com ele, almoço em qualquer restaurante de Lisboa (desque que tenha esplanada), vamos a lojas e palmilhamos a cidade inteira com ele no carrinho ou ao colo quando se farta. 

depois da epidemia de casamentos vêm os divórcios?

Do meu grupo de amigas e do grupo de amigos do meu marido, casámos todos mais ou menos ao mesmo tempo, tivemos filhos na mesma altura, uns anteciparam-se e até já têm dois. Sei que no ano em que casei casaram muitos mais. Somos todos novos na casa dos 30 e pouco e não achei que os divórcios entre nós começassem já, mas enganei-me. 

No inicio da semana soube que um dos meus padrinhos de casamento estava fora de casa desde Janeiro e que tinha resolvido avançar para o divórcio. Disse logo ao meu marido "foi ela que quis". Isto porque ele vem de famílias católicas em que a máxima é quantos mais filhos tiveres melhor. Pois bem, enganei-me. Ele saiu de casa porque quis, porque ela era "chata", não o deixava estar com os amigos, estava sempre a fazer-lhe "cenas" que o atrasavam para ir para o trabalho ou para outros programas. E pronto, foi só isto, ou parte disto. Não o vou julgar até porque acredito sempre que nisto do casamento a culpa é sempre de ambas as partes, mas e o bebé? Têm um filho com pouco mais de um ano, fruto de um casamento que seria para vida, dito por eles perante Deus e a Santa Igreja. Desistir será o melhor caminho?

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