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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

De volta às rotinas nasais

- Trus Trus

- Quem é?

- É a Sra. Gripe, com muco e expectoração, ranho e rabugice, vou só ali dar um abraço ao pequeno e alapar-me por 5 dias ou mais.

E começa a saga: vapores, soro, aspirações, e outras medidas medicamentosas que tragam algum conforto à minha cria. Sem saber assoar-se a coisa fica mais difícil, engole o ranho, tosse o ranho, engasga-se com o ranho e vomita o ranho. Tudo isto em semana de? Adivinhem? Progenitor fora claro está. E é sempre nestas semanas que dou mais valor a mães solteiras, mães viúvas, mães com maridos a trabalhar no estrangeiro, não que eles ajudem muito, mas dão-nos o conforto do "ok não estás sozinha, não podes falecer agora". Tinha feito grandes planos: vais para a avó, a mãe vai ficar de férias de cria 4 dias e de marido 5. Vou cortar o cabelo, vou ao ginásio ao fim do dia só fazer um banho turco, vou beber um copo de vinho enquanto vejo um filme no sofá, vou ler na cama sem ter de apagar a luz para que não despertes, vou levantar-me mais tarde de manhã e ter-me só a mim para dar comida, banho e vestir, NOT! Segunda-feira acordaste com um olhar vermelho, olheiras vincadas e nariz a pingar, lá se foram os planos, criatura doente precisa do mimo de sua mãe. 

como se gere?

Vi num destes dias um post no Grupo das Mães de uma mãe a perguntar "como fazem para tomar banho com bebés pequenos?" ou algo do género. Muitas respondiam que não o faziam, que só tomavam banho quando os maridos estavam em casa ou que esperavam por eles para o fazerem. Se eu fizesse isso, esta semana por exemplo tinha tomado banho no domingo e voltava a tomar banho no sábado. A verdade é que nós mulheres nos adaptamos a todas as situações. Na primeira vez que o meu marido saiu o Henrique tinha um mês, e custou, deu muito trabalho, e eu ainda não estava preparada para ser mãe, da segunda, terceira, quarta, quinta também custou, mas foi custando sempre um bocadinho menos, e desta vez, desta 13ª vez que ele saiu desde que o bebé nasceu (ainda) não custou. E sinto-me grata por isso. Temos saudades claro que sim, mas estamos tão habituados um ao outro que a coisa faz-se. Aprendi a fazer tudo com ele e para ele (só continuo sem lhe cortar as unhas), aprendi a não entrar em pânico e a controlar os pensamentos macabros tipo "e se desmaio aqui e o bebé fica a chorar sem ninguém para o acudir?" e "se ele fica cheio de febre, ou tem uma convulsão ou sufoca e eu não tenho sangue frio para reagir?".

 

É difícil e só quem está na mesma situação me poderá compreender, mas faz-se porque nós mães e mulheres fazemos tudo. E não comparem (como faz um amiga minha) aos casos dos maridos que passam a noite fora a trabalhar e chegam tarde. Esses chegam, e estão ali ao lado ou a uma hora de distância, ou a duas. O meu está a 1100 Km de distância, com voos directos para Portugal duas vezes por semana. Mas faz-se, tudo se faz.

 

E hoje gosto um bocadinho mais de ti

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