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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

as noites de sexta feira quando regressas

Podiam ser noites de ir jantar fora, de jantar à luz das velas, de abrir uma garrafa de vinho, de fazer amor sofregamente, de ver um bom filme a comer um gelado do Santini ou chocolate da Arcádia, de ficarmos a olhar um para o outro enquanto o nosso filho dorme que nem um anjo na cama dele. Podiam ser isto tudo mas não são. As noites de sexta quando há um regresso são dia de eu beber uma cerveja, reforçar a dose de melatonina, pôr os tampões nos ouvidos, a pala nos olhos e entrar em coma profundo até ao dia a seguir. 

 

Sou uma romântica.

sempre que sais

Sempre que sais eu digo que gosto um bocadinho menos de ti, mas não é verdade. Sais uma a duas vezes por mês durante 5 dias, para quem não vive pode parecer pouco. Hoje saíste e eu sei que vou chegar a casa e vou vestir o pijama e fazer xixi quando o H permitir, vou dar banho ao nosso filho, vou brincar no chão do quarto dele, vou dar-lhe jantar, vou brincar mais um pouco, vou pô-lo a dormir e nisto também já é hora de eu comer qualquer coisa e pirar-me para a cama vazia. Amanhã acordo e com sorte ele não acorda ao mesmo tempo, terei tempo para tomar um duche de 5 minutos. Caso contrário, vou preparar o leite, dou-lhe ainda na cama, brinco um pouco às torrinhas, limpo-o, visto-o, vamos abrir as portadas, ponho a cadeira da papa na casa de banho e tomo banho com aquele sorriso voltado para mim. Nestes dias não consigo maquilhar-me, ou esticar o cabelo, mas consigo vestir-me e preparar a salada para levar para o almoço. 

 

Sempre que sais a minha semana vira-se do avesso mas eu não gosto um bocadinho menos de ti. Fico a saber que gosto mais do que acho porque noto a falta que me fazes, a falta que nos fazes. Sempre que sais estou em contagem decrescente. Hoje ainda faltarão 4 noites, mas amanhã já é menos uma. Sempre que sais sinto-me sozinha mas durmo melhor porque não estás ao meu lado a ressonar, porque não te ouço a entrar na cama de madrugada, porque não estás lá a tentar dar-me beijos na boca fora de horas. 

 

E o casamento é isto mesmo, é a falta, é a partilha, são as zangas, as ausências, os beijos na boca, o ressonar ou o roubar espaço na cama. 

 

Sempre que sais eu sei que também é por nós, sei que voltarás. Sempre que entras pela porta de casa à sexta eu gosto um pouco mais de ti, e só não te abraço ou te beijo porque eu sou mesmo assim, distante, fria e pouco meiga, mas o casamento é isto.

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