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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

a vida não é diferente, é melhor

Ontem perguntava ao meu marido como eram os fins de tarde antes do Henrique nascer. Já não me lembrava o que fazíamos antes do jantar sem um bebé para cuidar. Ele relembrou-me... não fazíamos nada porque não havia o antes do jantar, eu saía tarde, ele saía tarde, chegávamos a casa e jantávamos, ponto. Muitos dias eu ainda ia ao ginásio até às 21h e só chegava às 21h30 a casa. 

Se é verdade que a vida muda muito com mais um membro na família, também posso assegurar que o tempo parece que esticou, consigo chegar a casa cedo e ainda levá-lo ao jardim a ver os patos, consigo dar-lhe banho, dar-lhe o jantar, brincar com ele um bocado e pô-lo a dormir às 21h. São as melhores horas do dia mas também as mais cansativas. Sei que terei de reajustar horários porque não posso continuar a sair às 18h/18h30 do trabalho mas também sei que o trabalho deixou de ter a importância que tinha, já não quero saber se sou a melhor ou a que trabalha mais.

Mas dou por mim a pensar que faço muito mais coisas hoje que tenho um filho do que quando éramos só 2. Há sempre programas para fazer na rua, porque ficar em casa com um bebé um dia todo é de valentes. Faço praia o dia todo com ele, almoço em qualquer restaurante de Lisboa (desque que tenha esplanada), vamos a lojas e palmilhamos a cidade inteira com ele no carrinho ou ao colo quando se farta. 

ando longe

mas queria voltar. Escrever pelo menos duas vezes por semana sobre esta aventura que está a ser a maternidade. A verdade é que apesar de o Pablo fazer 3 meses no dia 4 de Outubro eu ainda não me habituei a todas estas andanças. Ele continua a não ser um bebe fácil e eu continuo bastante descompensada. Os dias maus são mais que os bons mas todos os dias arranjo forças para o a seguir. Não consigo explicar este misto de sensações porque ao mesmo tempo que odeio passar os dias com um ser tão pequeno, ao mesmo tempo não consigo estar longe dele e nunca um sorriso desdentado me encheu tanto o coração. 

mudança de planos

E quando o Pablo já está inscrito no colégio com a inscrição paga, eu decido que se calhar prefiro ter uma pessoa em casa a tempo completo. E assim começamos a saga das entrevistas. Se alguém desse lado estiver interessado, procuro uma pessoa que goste de crianças, que goste de cozinhar e fazer as lides da casa e que tenha disponibilidade para um horário das 09h30 às 19h30 todos os dias. 

meu pequeno BUDA

Dia de pediatra, consulta de um mês (e 17 dias), e o Pablito sempre a crescer. Num mês aumentou 1,300 e cresceu 5 centímetros desde que nasceu. É um pequeno gigante comprido e magrote. O pediatra lá me acalmou e disse-me que a choradeira há-de passar e que nunca viu nenhum rapaz de 18 anos a chorar ao colo da mãe e a precisar de ser embalado para dormir. "Imagine lá o Pablo a chegar a casa depois de sair à noite e ir-lhe pedir colo para adormecer?" Lá sentido de humor o Prof. Paulo Oom tem, para além de tudo o resto.

 

E como eu esperava ele disse-me que os bebes mais cedo ou mais tarde aprendem a auto consolar-se, da mesma forma que também aprendem a fazer força no sítio certo para o coco sair. Sim, porque não me quero imaginar a estimular com a cânula do bebegel um rapaz de 18 anos. 

Meu filho meu T(error)esouro

by Benjamim Spock

 

Publicado em 1946 é de uma actualidade impressionante este livro MEU FILHO MEU TESOURO. Descobri-o nas estantes da minha mãe e tenho lido algumas partes para ver se consigo entender um pouco desta criatura que me saiu na rifa. 

 

Não estava à espera de ter um anjinho, um belo adormecido porque na barriga já era o que era, mas nunca pensei que um bebe fosse capaz de estar horas a fio a gritar de pulmões abertos. As chamadas "cólicas" bateram cedo nesta morada. Nascido faz hoje 20 dias esta criatura tira-me do sério não raras as vezes, são dias inteiros em que não consigo fazer o que quer que seja porque cada vez que ele abre os olhos abre também a boca, e não não é para comer. Cólicas ou não posso afirmar que claramente ele tem ataques de cólera, de raiva, passa-se só de não conseguir pegar na chucha ou no mamilo. Interroguei-me várias vezes sobre estes ataques de fúria e descobri neste livro que há mesmo uma categoria onde enquadrar o meu querido filho: os bebes coléricos. A cura? Não existe. Muita paciência (não tenho na maioria das vezes), muito mimo (quando ele está com as fúrias nem vale a pena dar-lhe mimos que o gajo detesta) e ouvidos de mouco. O resto é arranjar truques para manter a nossa sanidade mental e algumas rotinas diárias como por exemplo fazer xixi ou coco, lavar os dentes ou pôr as lentes de contacto logo de manhã (um banho é um  luxo senhoras, esqueçam). Hoje consegui-o finalmente enfiar no Sling e é assim que vos escrevo, no sling com o White Noise (mais propriamente este http://www.youtube.com/watch?v=cUwEiMNhOCM) ligado. 

 

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