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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

e a saga das empregadas continuou

Na altura, por opção própria resolvi não aprofundar muito mais o tema sobre optar por deixar o bebé em casa. Muitas vezes as pessoas não compreendem este tipo de soluções e acham que é um luxo. Um luxo é ter um trabalho das 09h às 17h com uma hora de almoço no meio. Esse luxo eu não tenho, não tenho um horário, tenho de estar contactável nas minhas férias, trago computador para casa todas as sextas-feiras, tenho reuniões no Algarve em pleno Agosto. Não tenho horário reduzido por ter sido mãe, não tive uma verdadeira licença. Abusam de mim é verdade, mas pagam-me por isso, e esse luxo eu tenho. Pagam-me e dão-me para a mão assuntos para tratar que também ninguém na minha idade trata. 

 

A opção de arranjar alguém em quem confiar que tratasse do meu Pablito era o melhor de dois mundos: dava-me folga para ter alguma margem no trabalho, tinha alguém a ajudar-me nas tarefas domésticas o que me permitia ganhar tempo com o meu rebento e evitava que ele apanhasse todos os bichos e mais alguns antes dos 12 meses. 

 

Aquilo que era o desejável desde sempre tornou-se no meu maior pesadelo, não acertei, tive más experiências e conheci o pior das pessoas. Cheguei à conclusão que estamos entregues aos bichos, que as pessoas não querem trabalhar e que há gente que não vale um cocó do animal mais insignificante da terra. Agora a vida trocou-me as voltas e penso em avançar para a solução colégio. A tempo inteiro, também não tenho tempo para meios termos, e por muito bem que receba não estou rodeada por um sequito de empregados. Na verdade não estou rodeada por nenhum. 

 

O último que lá esteve por casa despediu-se no próprio dia em que começou "ah e tal afinal não quero, é muito cansativo demoro 30 minutos a chegar a casa". Epah a sério? 

Até mães

Quando até amigas acabadas de ser mães nos dizem "estás tramada nunca mais te vai largar", "devias deixar o bebe a chorar para ele perceber que não é só colo", "devias fazer assim e assado" tenho vontade de bradar aos céus.

 

Já se percebeu que o Dom Pablo não é um bebe fácil, é chorão, pronto nada a fazer. Não faz coco sozinho, tem cólicas, e dorme pouco durante o dia. Nos momentos de crise ou esquizofrénicos como eu costumo dizer ele só está bem no meu colo, só se acalma comigo e só adormece de determinada maneira. Fora de questão deixar um bebe de um mês e 17 dias a chorar só porque sim.

 

Se é uma prisão? É! Se todos os dias digo que me arrependo de ter sido mãe? Sim! Mas é o meu filho e ele é assim. Deus me dê paciência não para o aturar mas para não desatar a distribuir estalos a bocas parvas. Se é para mandar bitaites ao menos que sejam úteis como por exemplo "os 5 passos para pôr um bebe a fazer coco sozinho em 24 horas". Era útil!

Amamentação

Numa altura em que amamentar está de novo em voga (e ainda bem), esta daqui que vos escreve confessa que começou hoje a medicação para secar o leite com um bebe que faz também hoje 5 semanas. 

 

E porque acho que também devem haver testemunhos sobre o outro lado não podia deixar de vos contar a minha aventura nesta coisa das maminhas, leitinhos, mamilinhos e bebes esfomeados. Uma coisa aprendi neste último mês: a máxima apregoada do "todas temos leite suficiente para as nossas crias" ou "todo o leite é bom" ou "quem quer dar consegue" não é bem assim.

 

Agora estou aqui em compasso de espera a ver se não caiu para o lado com o raio do Dostinex. Dizem que aquilo provoca assim coisas más. 

Meu filho meu T(error)esouro

by Benjamim Spock

 

Publicado em 1946 é de uma actualidade impressionante este livro MEU FILHO MEU TESOURO. Descobri-o nas estantes da minha mãe e tenho lido algumas partes para ver se consigo entender um pouco desta criatura que me saiu na rifa. 

 

Não estava à espera de ter um anjinho, um belo adormecido porque na barriga já era o que era, mas nunca pensei que um bebe fosse capaz de estar horas a fio a gritar de pulmões abertos. As chamadas "cólicas" bateram cedo nesta morada. Nascido faz hoje 20 dias esta criatura tira-me do sério não raras as vezes, são dias inteiros em que não consigo fazer o que quer que seja porque cada vez que ele abre os olhos abre também a boca, e não não é para comer. Cólicas ou não posso afirmar que claramente ele tem ataques de cólera, de raiva, passa-se só de não conseguir pegar na chucha ou no mamilo. Interroguei-me várias vezes sobre estes ataques de fúria e descobri neste livro que há mesmo uma categoria onde enquadrar o meu querido filho: os bebes coléricos. A cura? Não existe. Muita paciência (não tenho na maioria das vezes), muito mimo (quando ele está com as fúrias nem vale a pena dar-lhe mimos que o gajo detesta) e ouvidos de mouco. O resto é arranjar truques para manter a nossa sanidade mental e algumas rotinas diárias como por exemplo fazer xixi ou coco, lavar os dentes ou pôr as lentes de contacto logo de manhã (um banho é um  luxo senhoras, esqueçam). Hoje consegui-o finalmente enfiar no Sling e é assim que vos escrevo, no sling com o White Noise (mais propriamente este http://www.youtube.com/watch?v=cUwEiMNhOCM) ligado. 

 

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