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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

O encantado mundo das provetas

Afinal percebi mal e o meu post anterior não estará claro.

Passo a explicar: existem dois tipos de protocolos nas Fertilizações in Vitro, um protocolo curto, em que o processo de estimulação, punção e transferência é feito no mesmo ciclo, e um protocolo longo, em que o processo de transferência é diferido para um ciclo a seguir e todos os embriões são vitrificados. 

Nos protocolos curtos, após a punção é expectável transferir os embriões a fresco entre o terceiro e o sexto dia, e só os embriões de muito boa qualidade chegam ao fim, a blastocistos. Nos protocolos longos, a mulher transfere num ciclo a seguir depois de ovular ou como no meu caso, quando as drogas fizerem efeito porque eu não ovulo. Nestes casos, os embriões que deixam para o fim são aqueles que são de pior qualidade e que à partida não chegam a blastocistos mas que também não iriam ser usados na transferência a não ser que a mulher não conseguisse outros de melhor qualidade. Caso evoluissem para esse estado então seriam congelados.

Então cadê os blastocistos, e é aqui meus amigos que a ciência nos surpreende. Não bastava fazerem tudo num tubinho, congelarem, prepararem o ninho, que ainda vão se dar ao luxo de descongelar 4 embriões, três dias antes da transferência e deixá-los chegar a blastocistos depois de descongelados. E espante-se, que quando são de qualidade A, os que não ficam pelo caminho, voltam a ser (re)congelados novamente. 

Assim fiquei a saber que no meu caso agora é aguardar que o meu período apareça, começar Zumenon e aspirina ao 2º dia do ciclo (parece que elevados níveis de estradiol aumentam as possibilidades de tromboses portanto nada como prevenir) e ao 10º dia avaliar o ninho e marcar transferência. Nessa altura descongelarão 4 e deixam outros 4 no friozinho à espera de igual uso. 

Claro que este processo só é possível nestes termos porque 1. eu não quero ter mais 8 bebes e 2. conseguimos muitos embriões de boa qualidade. 

Embriões

Contagem final feita de 8 embriões, 5 de categoria A e 3 de categoria B. Infelizmente não conseguiram que nenhum chegasse a blastocisto de 5 dias, pelo que agora se coloca que número transferir. Na minha cabeça estava já decidido que que caso conseguisse um blastocisto (embrião com 5 ou mais dias), apenas transferiria um, mas agora a coisa muda de figura. 

Por muito que não gostasse de ter uma gravidez gemelar acredito que as probabilidades de conseguir um teste positivo são maiores caso transfira dois embriões em vez de um. Ainda tenho cerca de um mês para decidir, mas dá que pensar. 

 

Vitrificação

Ontem recebemos uma chamada logo pelas 09h da manhã a informar que dos 12 que fecundaram, 8 foram já vitrificados, 5 de qualidade A e 3 de qualidade B. Continua um de fora para chegar a blastocisto. Caso corra tudo bem teremos 9 mini-meus guardados para as próximas etapas. 

Sei que o caminho é longo ainda, que ainda tenho muita medicação pelo meio para preparar este útero que também teima em não conseguir fazer nada sem ajuda, mas dá-me algum alento pensar que pelo menos não terei de passar mais por processos de estimulações que são tão pesadas para nós. 

Pós-Punção - Dia 1

Já tivemos notícias do laboratório, dos 18 ovócitos recolhidos, 5 não eram maduros, um perdeu-se e 12 fecundaram. Temos neste momento 12 mini-meus a lutarem por mais um dia porque todos os dias contam. Pelo que percebi, amanhã congelam dois ou 3, domingo mais 2 ou 3 e por aí em diante para conseguirem o máximo de blastocistos. Um blastocisto é um embrião com 5 ou mais dias (num máximo de 7) com mais divisão celular do que aqueles com menos dias. 

Os blastocistos, por terem essa maior divisão celular apresentam maiores possibilidades de implantação, já que conseguiram evoluir para um estado embrionário mais avançado, tendo também uma melhor sobrevivência nas condições fisiológicas do meio uterino. Fazer este prolongamento de culturas em laboratório só é possível quando existem alguns embriões porque normalmente neste processo de "jogar" com o tempo perdem-se alguns. 
 
Há muito não me permito celebrar nada, mas esta é a primeira boa notícia que recebo nos últimos dois anos. Manter-me-ei com os pés assentes na terra, mas hoje e só hoje permitirei-me sorrir. 

Fiv - Punção

Chegámos à Ginemed para a punção por volta das 08h30. A recolha seria às 09h. Não estava nervosa, apenas muito curiosa quanto ao número de óvulos que teríamos. Já no bloco a anestesista disse que me ia dar um pequeno aperitivo e puff, apaguei. O melhor destes processos todos que tenho passado é as drogas que vou experimentando e o estado Zen que elas me proporcionam.

Parvoíces à parte, conseguimos 18 ovócitos, número que me dá alguma esperança para as notícias de amanhã. O lado positivo dos ovários poliquisticos é este, muitos folículos que se desenvolvem. 

Amanhã saberemos quantos fecundaram, quantos estavam maduros, e os próximos dias serão assim. Agora vou continuar a aproveitar este estado calmo em que me encontro.

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