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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Body

Como também gosto de estar na moda resolvi comprar um body super in (não só porque todas dizem que é sexy mas porque também tem o seu quê de conforto). Ora, ontem quando estava a preparar-me para vestir o pijama o husbie entra no quarto e diz qualquer coisa como isto "ohh que giro, estás com uma roupa igual à do Gordo" - pois, o gordo é o nosso baby. 

já repararam

Como as coisas ficam diferentes depois de sermos mães.

 

Os dias são muito mais compridos, as horas de almoço parecem ser de 5 horas, tal é a quantidade de coisas que conseguimos encaixar nelas. Eu opto por ir ao ginásio às segundas, terças e quintas, às quartas faço uma drenagem e às sextas vou almoçar a casa com o repolho. No ginásio consigo não só treinar como lavar a cabeça e esticar o cabelo sem ter alguém a tentar roubar-me o secador, consigo passar creme no corpo sem ter alguém a lamber-me as pernas. De manhã também se faz o inimaginável, alimento-me a mim e a ele, visto-me a mim e a ele, preparo a minha marmita enquanto o alimento uma segunda vez e ainda consigo ir à frutaria, com ele ao colo comprar os legumes para as sopas e afins. 

 

Chego ao trabalho exausta mas feliz por poder ligar o computador sem ter alguém a carregar-me nas teclas ou a dar beijinhos no meu ecrã. 

Desabafo do dia

Faz-me falta trabalhar num ambiente mais jovem e feminino para combater esta sensação de que a vida se tornou apenas em família e emprego, pouco ou nada estou com as minhas amigas se é que ainda as tenho. O pouco tempo que tenho é para andar a correr, vou ao ginásio a correr à hora do almoço (sozinha), vou ao supermercado a correr quando encontro 10 minutos livres (sozinha), não vou ao cabeleireiro, manicure ou depilação, faço tudo em casa, até as massagens passei para um pacote express (30 minutos), vou lá num instante e depois vou para casa a correr. Ando sempre a correr sem correr, é que ao menos se corresse verdadeiramente estava magra e fit.

Tenho dias em que me sinto velha nestes meus 30, e começo a perceber que aqui não vou ser feliz. Time to change or time to get pregnant? 

a vida não é diferente, é melhor

Ontem perguntava ao meu marido como eram os fins de tarde antes do Henrique nascer. Já não me lembrava o que fazíamos antes do jantar sem um bebé para cuidar. Ele relembrou-me... não fazíamos nada porque não havia o antes do jantar, eu saía tarde, ele saía tarde, chegávamos a casa e jantávamos, ponto. Muitos dias eu ainda ia ao ginásio até às 21h e só chegava às 21h30 a casa. 

Se é verdade que a vida muda muito com mais um membro na família, também posso assegurar que o tempo parece que esticou, consigo chegar a casa cedo e ainda levá-lo ao jardim a ver os patos, consigo dar-lhe banho, dar-lhe o jantar, brincar com ele um bocado e pô-lo a dormir às 21h. São as melhores horas do dia mas também as mais cansativas. Sei que terei de reajustar horários porque não posso continuar a sair às 18h/18h30 do trabalho mas também sei que o trabalho deixou de ter a importância que tinha, já não quero saber se sou a melhor ou a que trabalha mais.

Mas dou por mim a pensar que faço muito mais coisas hoje que tenho um filho do que quando éramos só 2. Há sempre programas para fazer na rua, porque ficar em casa com um bebé um dia todo é de valentes. Faço praia o dia todo com ele, almoço em qualquer restaurante de Lisboa (desque que tenha esplanada), vamos a lojas e palmilhamos a cidade inteira com ele no carrinho ou ao colo quando se farta. 

O dia a dia sempre em tons azuis

Já sabem que escrevo de maneira irónica, e tentando manter o registo nos próximos 3 posts vou contar o dia normal de uma mãe com um bebé de um mês, de dois e de três. Sem grandes corações, ou reportagens fotográficas em que tudo é bonito. Sem selfies na praia a mostrar a barriga cinco dias após o parto (ainda me pergunto como fazem com os lóquios - perdas de sangue - uma vez que não é suposto pormos nada dentro do nosso pipi, nem um tampão).

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