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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

6 meses e meio

Come sopa com carne, come papa com glúten, come pão, come maças, pêras e papaias, lambuza-se com mangas. Voltou a gostar do leite só para chatear no momento em que eu ia retirar o leite da ceia que sua excelência bebe às 00h30. Faz cocó como um homenzinho, fala muito muito muito. Ri-se às gargalhadas com o cucu e detesta cócegas nos pés. Anda rabugento por causa dos dentes de cima que teimam em não sair mas continuam a chatear e está cada vez maior e eu sou A mãe babada.

 

6mesesEmeio.jpg

 

conversas de m****

Foi um dia à tarde, tinha eu ido ao Chiado e telefonei à minha mãe para saber se estava tudo bem. "Sim ele arrotou agora, e fez cocó". Cocó? Como assim fez cocó? E de um dia para o outro ele começou a fazer cocó sozinho, sem cotonetes, termómetros ou cânulas. A toda a hora e em todo o lugar e nestas coisas de mãe nunca pensei ficar tão feliz perante cocós mal cheirosos. 

ando longe

mas queria voltar. Escrever pelo menos duas vezes por semana sobre esta aventura que está a ser a maternidade. A verdade é que apesar de o Pablo fazer 3 meses no dia 4 de Outubro eu ainda não me habituei a todas estas andanças. Ele continua a não ser um bebe fácil e eu continuo bastante descompensada. Os dias maus são mais que os bons mas todos os dias arranjo forças para o a seguir. Não consigo explicar este misto de sensações porque ao mesmo tempo que odeio passar os dias com um ser tão pequeno, ao mesmo tempo não consigo estar longe dele e nunca um sorriso desdentado me encheu tanto o coração. 

meu pequeno BUDA

Dia de pediatra, consulta de um mês (e 17 dias), e o Pablito sempre a crescer. Num mês aumentou 1,300 e cresceu 5 centímetros desde que nasceu. É um pequeno gigante comprido e magrote. O pediatra lá me acalmou e disse-me que a choradeira há-de passar e que nunca viu nenhum rapaz de 18 anos a chorar ao colo da mãe e a precisar de ser embalado para dormir. "Imagine lá o Pablo a chegar a casa depois de sair à noite e ir-lhe pedir colo para adormecer?" Lá sentido de humor o Prof. Paulo Oom tem, para além de tudo o resto.

 

E como eu esperava ele disse-me que os bebes mais cedo ou mais tarde aprendem a auto consolar-se, da mesma forma que também aprendem a fazer força no sítio certo para o coco sair. Sim, porque não me quero imaginar a estimular com a cânula do bebegel um rapaz de 18 anos. 

vamos à aventura

Entretanto a vida continua e apesar de o Pablo ser um difícil vamos aventurar-nos e vamos até à Alemanha na segunda semana de Setembro, passear até Munique e dar uma saltada a Estugarda apresentar o pequeno leão ao avô paterno alemão. E já que nos aventurámos por terras estrangeiras, na terceira semana descemos até ao Carvoeiro para jiboiar mais um bocado. Estou expectante de como vai ser, mas também vos digo, já sou imune aos olhares que as criaturas fazer quando ele chora em plenos pulmões na rua. 

 

Vamos ver de o Hotel Vale d' Oliveiras é baby friendly. 

Meu filho meu T(error)esouro

by Benjamim Spock

 

Publicado em 1946 é de uma actualidade impressionante este livro MEU FILHO MEU TESOURO. Descobri-o nas estantes da minha mãe e tenho lido algumas partes para ver se consigo entender um pouco desta criatura que me saiu na rifa. 

 

Não estava à espera de ter um anjinho, um belo adormecido porque na barriga já era o que era, mas nunca pensei que um bebe fosse capaz de estar horas a fio a gritar de pulmões abertos. As chamadas "cólicas" bateram cedo nesta morada. Nascido faz hoje 20 dias esta criatura tira-me do sério não raras as vezes, são dias inteiros em que não consigo fazer o que quer que seja porque cada vez que ele abre os olhos abre também a boca, e não não é para comer. Cólicas ou não posso afirmar que claramente ele tem ataques de cólera, de raiva, passa-se só de não conseguir pegar na chucha ou no mamilo. Interroguei-me várias vezes sobre estes ataques de fúria e descobri neste livro que há mesmo uma categoria onde enquadrar o meu querido filho: os bebes coléricos. A cura? Não existe. Muita paciência (não tenho na maioria das vezes), muito mimo (quando ele está com as fúrias nem vale a pena dar-lhe mimos que o gajo detesta) e ouvidos de mouco. O resto é arranjar truques para manter a nossa sanidade mental e algumas rotinas diárias como por exemplo fazer xixi ou coco, lavar os dentes ou pôr as lentes de contacto logo de manhã (um banho é um  luxo senhoras, esqueçam). Hoje consegui-o finalmente enfiar no Sling e é assim que vos escrevo, no sling com o White Noise (mais propriamente este http://www.youtube.com/watch?v=cUwEiMNhOCM) ligado. 

 

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