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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Passinhos

Ontem o meu bebé deu 4 passos, sozinho para ir ter com o Pai. Ficámos encantados. Ao contrário do mundo em geral não tenho muita pressa, digo do mundo em geral porque toda a gente me pergunta "mas ele ainda não anda?" (não é se já anda, é pergunta retórica com um ligeiro abanar de cabeça) ou então "ah está quase, mais uma semana e está a andar" (malandrecos destes bruxos e as suas adivinhações). Esta malta vive com pressa para tudo, como se o facto de o meu filho andar ou não fosse um assunto de Estado. 

 

15meses.jpg

 

os prós e contras do Estado (de graça)

Porque este Estado tem tanto de coisas más como de boas, venham mais 3 ou 4 gravidezes.

 

Coisinhas Boas:

- os pêlos dos braços caíram;

- tenho prioridade nas finanças, emel, e outros sítios com pessoas simpáticas nas caixas, e desde que na fila nao esteja uma velha rezingona (são as piores);

- o cabelo cresce mais rápido;

- a pele da cara está óptima sem vestígios de borbulhagem;

- toda a gente me mima (excepto no trabalho onde há alguns anormais sem noção);

- não gastar dinheiro na Uterque, Bimba&Lola, Adolfo Dominguez e outras que tal (só mesmo na zara, h&m e primark);

- nunca me sentir sozinha.

 

Coisinhas menos boas, vá para lá de péssimas:

- o peso a mais, na barriga, nas pernas, no rabo, nos joelhos, vá em todo lado;

- as dores de costas que advêm do peso da barriga;

- os enjoos (que nunca passaram);

- a dor que é depilar as virilhas, jesussssss é indescritível;

- não conseguir chegar aos pés para pintar as unhas;

- não conseguir correr quando tenho pressa (vá lá que não apanho autocarros);

- a retenção de líquidos que me faz ter mãos sapudas e pés de fiona (deixei de usar aliança e anel de noivado);

- o tamanho assustador das minhas boobies e mamilos (medoooooo);

- o pior de tudo: o calor, nunca na vida senti calor e agora passo a vida a derreter, e suo de tudo quanto é sítio;

- nunca estar sozinha.

 

Super Mulheres

Esta mania de em tudo o que é sitio fazer-se vénias às "mães empreendedoras" mexe comigo. De repente ser mãe é uma obra magnifica, um esforço supremo, e é ainda melhor se para além disso conseguirmos ter um trabalho, mesmo que seja a fazer empadas para fora ou a escrever a tempo inteiro num blog. Não entendo, as nossas mãe, avós, bisavós, tetravós foram mães, na maioria das vezes muito mais vezes do que nós, e não receberam nenhuma medalha, não receberam nenhum destaque em nenhuma revista/jornal/almanaque/outra publicação qualquer. Não consigo perceber esta febre que se espalhou por tudo quanto é sítio de que estamos todas a fazer um trabalho digno de bandeira na urna. Fico ainda mais doente quando leio por aí coisas do género "acho que está na altura de abrandar porque quero dedicar-me à vinda do bebe Y" saído da boca de quem não tem um emprego/trabalho mas apenas uma ocupação.

 

Eu não sou nem nunca serei uma super-mãe, só por parir (também as cadelas o fazem) e imagine-se por trabalhar. Dêem destaque às mulheres que pariram e tiveram de tirar da boca delas para pôr nas dos filhos. Dêem destaque às mulheres que viram os filhos partir antes delas e que mesmo assim conseguiram arranjar força para cuidar dos outros. Dêem destaque às mulheres que pariram bebés mortos ou àquelas que morreram a parir, aquelas que lutam todos os dias para engravidar e esperam um ano por uma FIV num hospital público. Têm muitas súper mulheres para dar destaque para além das novas super mães que aparecem em tudo o que é revista com um ar super IT GIRL a dizer "eu fui mãe e consegui e imagine-se criei o meu próprio negócio".

 

A sério, poupem-me!

 

 

(este post vem a propósito de um artigo da Saber Viver de Maio)

sabedoria popular

Segundo a sabedoria popular a minha barriga ainda está muito cá em cima e portanto o bebe Pablo não vai nascer tão cedo (óptimo, também não o queria antes das 38 semanas). Esta mesma sabedoria consegue olhar por cima da roupa e analisar a posição da criatura... fazendo aquilo que muitos dos médicos não são capazes de fazer, clap clap clap. Aposto que daqui a duas semanas a mesma sabedoria vai dizer "já não aguentas nem mais um dia, essa barriga está muito descaída" claP clap clap. 

Assuntos TABU

Um dos assuntos tabu na minha cabeça é o PARTO. Não quero pensar muito no assunto, não quero ter acesso a grandes informações. Prefiro permanecer na ignorância. Decidi-me muito "decididamente" que queria um parto natural sem hora marcada e apenas com ajuda da epidural, mas confesso que com o passar do tempo começo a ficar nervosa. Imagino uma série de coisas a acontecerem na marquesa na hora H: eu a panicar completamente, a ter paragens respiratórias devido à dor, a ficar rasgada desde o pipi até ao tornozelo, a desmaiar de medo, a sufocar de pânico. Tudo imagens horrendas... 

 

Não me venham com a conversa de que na altura das nossas avós isto e aquilo porque é das analogias mais estúpidas e irritantes que existem. Vou tentar continuar permanecer nesta saborosa ignorância.

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