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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

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Amamentação

Numa altura em que amamentar está de novo em voga (e ainda bem), esta daqui que vos escreve confessa que começou hoje a medicação para secar o leite com um bebe que faz também hoje 5 semanas. 

 

E porque acho que também devem haver testemunhos sobre o outro lado não podia deixar de vos contar a minha aventura nesta coisa das maminhas, leitinhos, mamilinhos e bebes esfomeados. Uma coisa aprendi neste último mês: a máxima apregoada do "todas temos leite suficiente para as nossas crias" ou "todo o leite é bom" ou "quem quer dar consegue" não é bem assim.

 

Agora estou aqui em compasso de espera a ver se não caiu para o lado com o raio do Dostinex. Dizem que aquilo provoca assim coisas más. 

um tema complicado

Se há coisa que aprendi nesta gravidez é que não podemos controlar tudo. Tive uma cesariana que era a última coisa que queria e não tive uma subida de leite daquelas que toda a gente me falou: mamas inchadas, doridas, quase até ao pescoço. Não senti nada, não tive dor alguma. Aqui começaram as dúvidas. Tenho leite ou não tenho leite? Sempre quis dar de mamar mas confesso que não sou uma fundamentalista da amamentação, aliás não o sou em relação a quase nada. 

 

Quando o Pablo começou a perder peso, tendo já nascido magro dado o tamanho dele, comecei a preocupar-me; quando começou a berrar sempre que acabava de mamar, mesmo depois de ter estado duas horas na mama comecei a desconfiar. Procurei ajuda, chamei uma enfermeira cá a casa, fui eu própria ao um centro especialista de amamentação. Ambas me disseram: você tem leite, precisa de ser persistente. Não acreditei. Desesperei por ver o meu bebe a continuar a chorar de fome. 

 

E hoje quando me apresentaram a solução de dar de mamar de duas horas e meia em duas horas e meia, começar a despertá-lo uma hora antes disso e depois saber que ele demoraria hora e meia a mamar, solução unica para começar a produzir mais leite eu aceitei. Ele mamou duas horas no Centro e quando chegou a casa mais uma, quando o tirei da mama chorou, de pulmões abertos. Aí eu soube, tal como na gravidez também na maternidade o caminho se faz caminhando e eu sou a pessoa que melhor percebe a minha cria, e que sabe o que é melhor para ela, para ela e para mim. A minha sanidade mental não me permite passar 24 horas dedicada às maminhas mesmo que seja temporário. 

 

Resolvi seguir o meu instinto e não abraçar o projecto da amamentação a 100%, mandei uma mensagem ao meu marido a dizer apenas "eu não consigo fazer isto".

 

E agora sim, sinto-me aliviada por ter dado mais um passo em frente neste caminho.

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