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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

hello girls

Confesso que ando mergulhada numa imensidão de trabalho, que não me deixa tempo nem cabeça para vir aqui divagar um pouco sobre as questões da maternidade. Esta semana é de obstetra e até tenho medo da balança. Esta tem sido a minha pior inimiga desde o inicio da gravidez. Com a tendência que tenho de engordar apenas com água confesso que tem dias que passo fome, tem dias que vou treinar só por causa desse medo, mesmo que esteja com um cansaço tremendo em cima do lombo. Portanto esperemos ansiosamente por quinta-feira, para nos pesarem, medirem tensão e ver se por acaso não padecemos de diabetes gestacionais. 

...

Não tenho ninguém para partilhar isto a esta hora do dia, portanto faço para o ecrã deste belo pc em frente ao qual me encontro... estou com uma fome de chocolate que era capaz de comer a minha mesa de trabalho só porque ela é castanha. Não vejo nada à frente. O buraco no estômago é cada vez maior e já lanchei um queijo fresco e uma banana. E até chegar a casa ainda me faltam duas horas e meia.

 

E é isto minhas senhoras, é isto. 

Desabafos de uma gravidssima

Por aqui já estamos quase a entrar no último trimestre, com 10 kg a mais em cima, uma barriga que cresce todos os dias e uma criança que passa o dia inteiro em reboliço. O cansaço está acumular-se bem como os nervos. Tenho estado em modo ZEN no trabalho (que é o mesmo que dizer que me estou a marimbar para tudo o que se passa à minha volta) mas esse estado muitas vezes colide com o estado físico já a entrar em colapso. 

 

Se antes as sextas-feiras custavam, agora também a quinta à tarde já se sofre. À segunda-feira de manhã estou com uma depressão em cima que só visto, e o tempo teima em passar devagar. Debato-me com a questão do "não quero ir para casa" com a do "já não aguento mais isto". A verdade é que tirando uma excepção, todas as outras fofinhas que conheço nesta época já estavam por casa a descansar. Umas por uns motivos mais graves outras por outros motivos menores mas todas com questões ponderosas. Acredito que as mulheres que estão em casa acabam por aproveitar melhor a gravidez, de uma forma que eu não estou a aproveitar. Sinto-me verdadeiramente cansada e sem paciência para o mundo em geral. 

 

Hoje por aqui estamos assim...

Passear a Barriga

Este fim-de-semana e aproveitando a ocasião de aniversário do meu Husbie fui passear a barriga até Londres. Confesso que só no meio das passeatas é que me apercebi que estar grávida pesa! pesa em todo lado meus senhores, pesa nas maminhas, na barriga, no pipi, nos joelhos e nos pés, pela parte de trás pesa nas costas, no rabo, nos gémeos e no tendão de Aquiles. Pesa em todo lado. Senti-me pesada. Agora começo a dar valor aos gordos, é duro, é pois. A criança adorou claro está, porque passear 10 km todos os dias na barriga da mãe deve ser uma alegria, são dias inteiros num "embalador" portátil. Presumo que aproveitou para descansar e dormir muito, porque desde que voltámos mexe-se tanto que já dei por mim a rogar pragas a esta criatura amorosa que ainda não conheci. E ainda faltam 15 semanas para o conhecer... e eu que adoro este estado de graça dou por mim a contar os dias até à semana 40 ansiosa que o tempo não páre e ande depressa. 

 

 

Novas formas

Tenho a dizer-vos que o último domingo foi passado em caça de um fato de banho onde enfiar este corpinho cheio de novas formas e mais para o roliço do que para o magro. Confesso que foi uma tarefa em vão porque não encontrei uma única peça que me favorecesse. Isso ou então não estar preparada para esta nova imagem. 

 

Algumas coisas fofinhas encontradas on-line no Site da ASOS e com preços minimamente acessíveis:

 

 

 

 

 

 

quando a possibilidade nos bate à porta...

Confesso que o primeiro embate quando ouvimos falar da possibilidade de o nosso bebe ser portador de um cromossoma especial não foi fácil. E não foi uma explicação séria, ponderada ou que sequer fizesse sentido. Era um indicador que estava mal e caso houvesse outro teria de fazer uma amniocentese. Fiquei em pânico, histérica porque o desconhecido nos mete medo. Foram 4 dias angustiantes na expectativa de repetir a ecografia em busca de um outro indicador que indiciasse algum problema justificativo de um exame tão evasivo. 

 

A ecografia correu como queríamos mas o nosso médico ainda nos quer ver, e dormindo sobre o assunto, e estudando todas as possibilidades e ainda que a medo, sei que, a não ser que ele me diga que algo pode estar a pôr em causa a vida do bebé (que eu sei que não, pelo menos neste momento uma vez que o médico que me fez o exame foi explícito ao descansar-me), não farei nenhuma amniocentese. Todos nós podemos desenvolver problemas, agora, no futuro e infelizmente não podemos controlar tudo. E se o medo dele é uma trissomia 21, com esse medo posso eu bem. Não conheço o Pablo mas já o adoro como ele é, e agora ainda mais, desde que descobriu o meu umbigo e não o larga. Irei lá para o ouvir mas não terei novidades para dar porque o bebé há-de estar bem e se não estiver, na devida altura saberemos. 

 

 

... o melhor é esperar para vê-la.

O papel do obstetra

Ao longo de todo este processo tenho vindo a entender que o papel do nosso obstetra é fundamental para que consigamos estar calmas durante esta etapa das nossas vidas. Também tenho vindo a aperceber-me que eles são bastante cautelosos e zelosos, e que tudo é exponenciado ao máximo não vá o diabo tecê-las. Acredito que isto se deva não só à sua consciência mas também ao medo implícito de processos judiciais. É fácil apontar as culpas quando algo corre mal, e a forma que têm de se proteger é levando ao extremo qualquer problema ou não problema.

 

Não crítico esta forma de estar mas acho que deveriam haver regras de procedimento que salvaguardassem as grávidas uma vez que as palavras escolhidas nem sempre são as mais adequadas naquele momento. Para um médico que faz diagnósticos durante todo o santo dia não custa pedir mais aquele exame, mais aquela análise só porque não gostou muito de algum valor. Para nós, futuras mães, e leigas nestas andanças o facto de o médico não gostar de alguma coisa é sinal de uma tragédia eminente, de um colapsar de todos os sonhos mesmo que estejamos a falar de um simples indicador sem importância.

 

Acredito que poderia existir um equilíbrio entre aquilo que é dito, a forma como é dita e o momento em que é dito. Ninguém está preparado para ouvir que se calhar há qualquer coisa menos bem, faça lá este exame para confirmar mas agora tenho de sair para ir fazer um parto. Sei que aquela mulher que estava a parir naquele momento precisava mais dele do que eu, mas então enquanto profissional de saúde que é deveria saber aguardar e só depois, e com tempo, largar-me uma espécie de bomba nos braços mesmo que para ele seja apenas mais um exame, mais uma análise, mais uma grávida.

nova fase

acho que estou a entrar numa nova fase paranóica da gravidez, a fase do "não sinto o bebe mexer há.... 60 minutos, será que está tudo bem?" A verdade é que estou tão enervada que já nem sei se senti ou se não senti e eram apenas gases. E estou nisto desde as 5 da manhã. A tentar ler os sinais do meu corpo e a tentar não ir panicar já para uma urgência. Vou respirar fundo e tentar relaxar aqui no meu lindo gabinete ocupado por mais dois fantásticos colegas. 

 

O relógio que ande depressa.

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