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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

07.Jan.18

In a Bubble

O dia-a-dia com um recém nascido é passado numa espécie de bolha, os minutos passam devagar, ao ritmo deles, chega-se ao fim do dia com a sensação que nada se fez e fez-se tanto. Levanto-me antes de todos os rapazes acordarem, é a única forma de beber um café quente junto à janela da cozinha. A única forma de conseguir preparar o pequeno almoço do mais velho, sem pressões, de tirar leite com a bomba (sim tinha dito que não ia amamentar... deixo isso para outra altura), de ir acordar o Henrique e dar-lhe os mimos matinais habituais. Ninguém me disse que seria fácil ou dificil, mas com um já em casa, é indispensável continuarmos presentes.

 

A costura ainda me dói e lembra-me que não passaram mais de 12 dias desde a cesariana, abrando. Graças a deus que um recém nascido tem um ritmo lento, dorme 3/4 do dia, come, chora e suja fraldas, pouco mais. Às 11h já fiz tanto coisa que por mim podia ser noite de novo. Não que as noites sejam descansadas, não o são. E o sentido de protecção materna deixa-nos sempre alerta.

Os baby blues são tramados.

 

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