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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

10.Out.17

Gravidez por simpatia

Em conversa com uma amiga comentávamos o fenómeno dos homens que engordam durante a gravidez das suas estimadas mulheres. Dizia-me ela que a justificação deles é que é que a mulher durante a gravidez quer sempre dividir sobremesas e antes nunca pediam. Disse-lhe logo que não, na gravidez eu quero uma sobremesa só para mim, ou duas se a fome for desgraçada. Se há coisa que eu não suporto é a partilha de um belo cheesecake ou de uma pizza diavola. 

 

O motivo da engorda deles deriva mais ou menos do seguinte discurso:

 

"querido estou mesmo enjoada" | "ai eu hoje por acaso também estou"
"querido estou com imensa fome apetecia me comer um porco inteiro" | "por acaso não sei o que se passa comigo porque hoje também estou esfomeado"

"querido hoje dormi tão mal, não tinha posição" | "ai eu também dormi super mal por acaso, dói-me imenso as costas, e os rins".

 

Chama-se SOLIDARIEDADE, isso e o facto de não saberem aceitar a realidade de que nós por vezes estarmos um pouco mais "fragilizadas" que eles e precisamos de cuidados. Uma mãe (deles, leia-se), nunca precisa de cuidados, existe para cuidar.

 

E o engordar vem desta solidariedade desmedida, mas nós como vamos à balança de 4 em 4 semanas e levamos na cabeça do médico/enfermeiras/auxiliares de saúde se engordarmos mais do que é suposto acabamos por ter cuidado, e quando chega a hora de ir comer o porco comemos só uma costeleta, e eles comem o resto. E sobrema nem vê-la que isto da possibilidade dos diabetes gestacionais não agrada.