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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

06.Jun.17

Gravidez e pré-diabetes

Desde que começaram os meus problemas de infertilidade, começaram também os meus problemas metabólicos, insulínicos e de pré-diabetes. Fiz um ano de anti-diabéticos orais (Risidon) mas sempre de pé atrás. Apesar de a minha endocrinologista ter dito por diversas vezes que deveria manter as doses caso engravidasse, assim que fiz a TEC comecei a reduzir as doses (às escondidas do meu marido), e a fazer um controlo mais apertado na alimentação. Não me sentia confortável com um embrião a lutar pela vida aqui dentro, a estar a ingerir drogas. 

Na semana passada quando fui ao obstetra falei-lhe deste pequeno problema e ele, tal como eu desconfiava, mandou parar o único comprimido diário que ainda mantinha ao jantar. Comecei a fazer medições 1h após as principais refeições e em jejum e tiveram sempre bem. Hoje consultei uma nova endocrinologista recomendada por ele que me disse que não havia motivo para tomar medicação (pelo menos para já). A glicémia está controlada, e se mantiver a boca fechada e muito desporto pode ser que consiga controlar esta treta.

Não julguem que é fácil, grávida e com alguma compulsão por açucares fechar a boca, apetece-me constantemente um docinho, um biscoito, uma bolacha, um chocolate, mas controlo-me. Arranjo substitutos, sou observadora assídua da área de bem-estar do Jumbo e da secção de diabéticos do Celeiro. E digo-vos, nada é impossível. O mercado está cada vez mais virado para a saúde, designadamente para as questões de nutrição e que giram em torno da obesidade (não fosse o Continente ter comprado primeiro o Go Natural e agora o Brio). É impossível dizer que não é possível viver em dieta/restrição para sempre, porque hoje é. Sem desculpas.

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