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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

26.Jul.17

Eles não são capazes

Hoje faz 10 dias que estou sozinha com o meu filho de 3 anos, marido em viagens de trabalho deixou-nos entregues um ao outro no meio de ranhos e birras, barrigas de grávida de 17 semanas, um período caótico no trabalho típico do mês que antecede as férias.

E hoje dei por mim a pensar, nós conseguimos e eles? Às 08h levantei-me, eram 08h30 quando o Henrique resolveu acordar, já tinha tudo preparado, pão na torradeira, manteiga de fora, iogurte na taça pronto a colocar os cereais, já tinha preparado o meu pequeno-almoço, almoço e lanches, bebido café e o sumo de limão. Os recados para a empregada com os menus e compras do dia já escritos no bloco de notas habitual. Dei-lhe os beijinhos e mimos habituais, abri as janelas. Tirei-lhe o pijama, vesti-lhe a roupa, e às 08h40 estava sentado na cadeira da cozinha pronto a tomar o pequeno-almoço. Não quis comer sozinho portanto não deu para despachar o banho como normalmente faço enquanto ele come e vê um episódio de bonecada. Dei-lhe o pão com toda a paciência, o iogurte com cereais, e às 08h55 estava a entrar no duche, dia de lavar o cabelo, logo, arranjá-lo também. Às 09h25 estava a sair porta fora de casa, às 09h35 a maquilhar-me dentro do carro num sinal encarnado e às 09h40 a picar o ponto para mais um dia de trabalho. 

Comentei com a minha amiga, "e se fosse ele" (o marido), lá para as 10h30 tinha chegado ao escritório. Os nossos minutos têm os mesmos segundos que os dele mas para nós cada hora conta, não existem tempos mortos ou perdidos, não temos tempo para isso. Um dia também os deixo sozinhos durante 10 dias, com câmaras espalhadas pela casa para poder acompanhar em directo e rir-me do caos matinal, de um quarto de hotel qualquer de 5*, perdido em Marais.

 

Um feliz dia para todas as mães reais, com trabalhos reais e rotinas reais.

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