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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

24.Jan.18

Amamentação

Não sendo nenhuma maníaca sobre a amamentação materna, e depois da experiência que tive com o Henrique, sempre disse que quando este nascesse não o ia pôr ao peito. Mas a vida troca-nos as voltas, e assim que o puseram junto da minha pele, quis muito dar-lhe mais um pouco de mim. Sou demasiado racional, e sei que o colostro lhes passa uma série de defesas. 

Logo no primeiro dia fiz uma greta enorme no mamilo que deitava bastante sangue. Depois disso vieram as dúvidas, ele tem fome, e os números da balança a descer, típico, de 3.560 kg passou para 3.130 kg. Mas uma mãe de 2ª viagem é mais calma, segura, e os números não me deixaram em pânico. Dei-lhe logo suplemento na CUF porque ele não dormiu comigo (por opção minha), estava sozinha porque o meu marido ficou com o nosso filho em casa e eu precisava de descansar. Sim isso mesmo, descansar. 

Pô-lo ao peito ia sendo cada vez mais doloroso, deixando-me a mim irritada e a ele também. Quando cheguei a casa acabei com aquilo. Mas tal como disse sou muito racional, não o punha ao peito mas podia tirar com a máquina. 

Acontece que a máquina não "puxa" da mesma maneira, não produz em nós a ocitocina necessária, não criamos laços com ela. Comecei por tirar apenas 5ml, ficava 20 minutos para tirar isso, não desisti, passei para 30 minutos, 40 minutos, 60 minutos, 5 vezes ao dia se fosse necessário. 

Apenas lhe consigo dar dois biberões do meu leite, todos os dias quero parar com a minha relação com a bomba da Avent, todos os dias penso, é hoje que paro, e todos os dias adio por mais um dia. Estou com a Bomba ligada 5 horas por dia, às vezes mais, mais os 30 minutos que demoro a dar-lhe o biberão, são 6 por dia, são mais 3 horas a alimentá-lo. Não sei se 1 é melhor que nada, ou se 1 é mesma coisa que nada. Mas não consigo parar este esforço por ele. 

Tenho pena que a minha relação com a amamentação seja assim, que ter um bebé a mamar não me crie prazer, mas acho que devemos sempre fazer aquilo que é melhor para o nosso equilíbrio, porque uma mãe feliz é meio caminho andando para um bebé sereno.