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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Casa Nova - Check

Habemus casa! Depois das burocracias habituais, de 4 horas de espera para fazer a escritura, com o humor de cão típico de uma grávida que não come há duas horas, porque o vendedor não levou os originais da papelada das finanças, depois desses mesmos vendedores terem ido para uma repartição para conseguir as certidões do que estava em falta, conseguimos! Temos a chave da casa nova, vazia e que ainda precisa de obras, mas é nossa. Ainda não caí em mim, nem sinto aquela felicidade típica de quem assina uma escritura, mas também verdade seja dita a minha semana tem sido para esquecer.

 

Desde mudar o plano para férias, ter de incluir o filho na viagem romântica, pagar 1000 euros de diferença por essa inclusão, um vírus novo em casa quando tínhamos fim-de-semana marcado fora com a criatura, e o cansaço típico do primeiro trimestre, não sei se ria ou se chore. 

Gravidez e pré-diabetes

Desde que começaram os meus problemas de infertilidade, começaram também os meus problemas metabólicos, insulínicos e de pré-diabetes. Fiz um ano de anti-diabéticos orais (Risidon) mas sempre de pé atrás. Apesar de a minha endocrinologista ter dito por diversas vezes que deveria manter as doses caso engravidasse, assim que fiz a TEC comecei a reduzir as doses (às escondidas do meu marido), e a fazer um controlo mais apertado na alimentação. Não me sentia confortável com um embrião a lutar pela vida aqui dentro, a estar a ingerir drogas. 

Na semana passada quando fui ao obstetra falei-lhe deste pequeno problema e ele, tal como eu desconfiava, mandou parar o único comprimido diário que ainda mantinha ao jantar. Comecei a fazer medições 1h após as principais refeições e em jejum e tiveram sempre bem. Hoje consultei uma nova endocrinologista recomendada por ele que me disse que não havia motivo para tomar medicação (pelo menos para já). A glicémia está controlada, e se mantiver a boca fechada e muito desporto pode ser que consiga controlar esta treta.

Não julguem que é fácil, grávida e com alguma compulsão por açucares fechar a boca, apetece-me constantemente um docinho, um biscoito, uma bolacha, um chocolate, mas controlo-me. Arranjo substitutos, sou observadora assídua da área de bem-estar do Jumbo e da secção de diabéticos do Celeiro. E digo-vos, nada é impossível. O mercado está cada vez mais virado para a saúde, designadamente para as questões de nutrição e que giram em torno da obesidade (não fosse o Continente ter comprado primeiro o Go Natural e agora o Brio). É impossível dizer que não é possível viver em dieta/restrição para sempre, porque hoje é. Sem desculpas.

Como uma grávida normal

Hoje foi dia de voltar ao meu obstetra que eu adoro de coração, Dr. Rui Miguel Viana. Assim que abriu a porta do gabinete disse-me com um sorriso rasgado "já me trás boas novidades?". Depois de em Novembro me ter operado aos dois ovários, com a marcação da operação em modo relâmpago passei a confiar ainda mais nele. 

Quis datar a gravidez e voltámos a ver a Rosita que já tem 8 semanas. Estava de rabinho voltado, deve ser tímida a minha princesa (não me perguntem como sei o género, porque não sei, apenas gosto de dar nomes carinhosos aos meus babes in uterus). Continuo no modo de "não acredito que estou grávida, não quero pensar muito no assunto" e não penso de facto, fruto destes meses infindáveis de tratamentos. Talvez depois das 12 semanas mude o chip, talvez não, desde que me mantenha serena é o que interessa. 

Férias à porta

Todos os anos eu e o meu marido passamos uns dias fora a dois em Agosto. O reguila fica com os meus pais e nós vamos aproveitar para passear, namorar e acima de tudo relaxar. Se nos outros anos marquei para a primeira semana das férias, este ano não cometi o mesmo erro, vamos na última, assim ficamos mortos nas 3 primeiras semanas com o filho e carregamos baterias no final.

 

O destino escolhido foi Itália, e esta será a terceira vez que lá vamos juntos. 

puglia.jpg

Vamos conhecer o salto da bota, alugámos carro para os 7 dias por forma a percorrermos toda a costa e ir aos principais pontos. Alguns dados curiosos sobre a região:

"Puglia is Italy's poorest region, where most people still live off the land. Thanks to its porous but mineral-rich limestone soil, proximity to the sea and hot summers, this is also where Italy's most delicious food is produced: big, fat, purple and green figs, long stems of velvet-red tomatoes; bunches of herbs still dusted with salt from the air; artichokes that thrive in sandy coastal fields; and peppers so sweet they are served as a sort of pudding at the end of a feast. Grand it is not, but bountiful it is."

 

 

De quanto tempo estou?

As contas para quem recorre a um fertilização in vitro são um pouco diferentes. Enquanto que numa gravidez espontânea os médicos contam as semanas a partir do primeiro dia da última menstruação numa transferência de um embrião criopreservado há que contar de maneira diferente. Vamos lá então:

- ao dia da transferência anda-se para trás os dias do embrião: se a transferência foi a 25 e o embrião é um blastocisto de 5 dias consideras como dia relevante o dia 20, se for de três dias consideras como dia relevante o dia 22.

- ao dia relevante retiras 14 dias, que é o tempo normal que ocorre entre o dia da menstruação (caso tenhas) e o dia da ovulação que neste caso corresponde ao dia relevante isto é dia da transferência, menos idade do embrião transferido. 

E tcharam, descobres assim o tempo de gravidez (aproximado) que será corrigido na ecografia das 12 semanas. 

 

 

sítios com alma

Este fim-de-semana voltámos ao São Lourenço do Barrocal, desta vez com a criatura. E ele foi feliz, até com a maleita que resolveu bater à porta pediu para ficar "muito muito tempo. Quanto tempo meu gordinho, perguntei eu. "hmmm quero ficar duas semanas" (duas semanas é o intervalo temporal para tudo do momento - estás acordado há muito tempo? sim, há duas semanas). 

 

20170527_094553.jpg

 

Oh não a monstra das bolachas que há em mim voltou a aparecer

Quantas vezes não ouvimos:

- as grávidas não precisam de comer por dois

- só precisas de ingerir mais 200 calorias diárias, a PARTIR do terceiro trimestre

- cuidado com a balança, boca fechada para não engordares

- um docinho por semana apenas

 

Vamos analisar:

Não preciso de comer por dois ok, mas somos dois, tenho uma pessoa a morar aqui dentro, arraçada de ténia porque tudo o que como, pufff, some-se passado uma hora. Passei a comer pão ao pequeno-almoço, sim pão, adeus panquecas proteicas, com queijo (sim queijo verdadeiro) e tomate (para encher) e desengane-se quem acha que fico bem, não senhor, são 11h44 e a minha barriga ronca. Tamanha fúria como se não fosse alimentada há mais de 24 horas.

Mais 200 calorias dia? Ok, vamos ser sinceros, ou passamos a comer 1kg de alface a cada refeição, ou vai-se haver e conseguimos 200 calorias a mais de olhos fechados - 10 metade de nozes, uma banana, uma fatia de pão sem nada, 8 bolachas maria, dois iogurtes, um peitinho de frango do tamanho da palma da minha mão, 3 oreos, 4 babybel... podia continuar, isto são 200 calorias. Digam-me grávidas dessa vida, desde que estão grávidas (vamos ignorar que é só a partir do terceiro trimestre) se comerem 10 metade de nozes ficam satisfeitissimas para o resto dia certo? NOT.

Foge da balança como os cães fogem da água no inverno. Vá pesa-te só nas consultas com a enfermeira porque és mesmo obrigada e prepara-te para ouvir - já aumentou 7 kg restam-lhe apenas 3 até ao final (3 kg e 20 semanas para o final).

E por último, come apenas um docinho por semana, ignora todos os teus desejos de grávida que anseiam por um docinho 5 vezes por dia. Se não conseguires mesmo enganar o teu cérebro que grita "dá me uma porra de uma fatia de marquise de chocolate" come um halls ou uma pastilha elástica ou bebe um chá (de ervas atenção à cafeína) adoçado com uma porcaria qualquer falsa de 0 calorias.

 

 

30 anos porque os últimos dois não contam

25.05.1985

32 anos depois, hoje. Uma carreira, uma vida, um marido espectacular um filho ainda melhor, e outro na barriga. Posso pedir mais porque devemos sempre querer mais, é isso que nos alimenta e dá sentido a cada um dos dias. Gostaria de apagar os últimos dois anos porque não acredito que tanto sofrimento nos ensine alguma coisa. Como não posso, apenas assumo a partir de agora que hoje faço 30 anos. Uma boa desculpa para ser mais nova. 

 

Projecto Sonhos de Laboratório

O meu projecto de sonho, Sonhos de Laboratório, começa a ganhar forma, e isso deixa-me de coração cheio.

 

Bom dia D. (...),
 
 
De facto já passaram por nós alguns casais que infelizmente já não têm possibilidade de fazer tratamento no SNS e financeiramente também não lhes é possível avançar connosco, portanto, é uma questão de revermos alguns processos e encontrar um ou dois casais que possam beneficiar da vossa ajuda e assim conseguirem concretizar o sonho de serem pais.
 
Vou ver com a Dra.  e depois entraremos em contacto convosco.
 
Uma vez mais em nome da equipa agradecemos o vosso cuidado e generosidade.
 
Com os melhores cumprimentos,

Projecto Sonhos de Laboratório

Começa a ganhar forma e o primeiro passo foi hoje dado.

 

Bom dia Enfermeira Filipa,
A Dra. Ana Paula disse-me para falar consigo por causa da ajuda que queremos dar a um casal com dificuldades financeiras e problemas de infertilidade.
Fiz uma promessa na altura da transferência que se conseguisse engravidar à primeira e estivesse tudo bem até às 12 semanas ajudaria um casal também com dificuldades "patrocinando" um tratamento até ao valor de 3.500 EUR (valor aproximado da FIV com o cartão de desconto da AFP). 
A Dra. Ana Paula diz que recebem alguns pedidos de ajuda e que juntamente consigo escolheria o casal. 
 
Poderia doar a alguma fundação mas queria algo mais "pessoal". 
Se me puder ajudar ficar-lhe-ia muito grata.
 
Um beijinho com estima,
 
Hoje sinto-me de coração cheio!

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