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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

14.Jun.17

Estou viva

Ou melhor dizendo, morta-viva. Se na gravidez do Henrique chegava às 18h KO, ia para casa e descansava enquanto o marido preparava o jantar, nesta chega as 18h e ainda tenho pela frente mais cerca de hora e meia de trabalho, e quando chego a casa tenho a primeira das criaturas à minha espera, para dar o jantar, atenção, brincar, despir, vestir e deitar. Sou uma sortuda porque o meu jantar está sempre pronto e a empregada dá o banho. Mas tenho de admitir que de uma primeira gravidez para uma segunda gravidez muda muita coisa, a saber:

- o marido já não é tão fofinho e está-se pouco marimbando para o teu cansaço, também tem um filho para dar atenção;

- não existe aquela coisa do ir jiboiar para o sofá e papar séries, o sofá é do filho mais velho e as séries são o Patrulha Pata em modo repeat;

- fechar os olhos nem pensar porque tens um filho rapaz, um marido rapaz, que quando se juntam parecem ter dois anos, as brincadeiras são sempre aos gritos, a atirar ao ar, a fazer de piratas ou ciganos na FIC;

- os enjoos são compartilhados e enquanto estás na casa de banho a vomitar tens um marido a perguntar se ele vai jantar carne ou peixe e um filho a questionar "mãe porque estás a puxar o vótimo";

- o belo do jantar servido pelo marido e que a empregada deixou pronto não passa de uma sopinha e um prato de frango cozido com legumes porque já não tens 28 anos e o teu metabolismo deixou de exisit. Bem-vindos kilos extra.

 

E é isto, estou cansada muito cansada e férias só em Agosto.

08.Jun.17

Casa Nova - Check

Habemus casa! Depois das burocracias habituais, de 4 horas de espera para fazer a escritura, com o humor de cão típico de uma grávida que não come há duas horas, porque o vendedor não levou os originais da papelada das finanças, depois desses mesmos vendedores terem ido para uma repartição para conseguir as certidões do que estava em falta, conseguimos! Temos a chave da casa nova, vazia e que ainda precisa de obras, mas é nossa. Ainda não caí em mim, nem sinto aquela felicidade típica de quem assina uma escritura, mas também verdade seja dita a minha semana tem sido para esquecer.

 

Desde mudar o plano para férias, ter de incluir o filho na viagem romântica, pagar 1000 euros de diferença por essa inclusão, um vírus novo em casa quando tínhamos fim-de-semana marcado fora com a criatura, e o cansaço típico do primeiro trimestre, não sei se ria ou se chore. 

06.Jun.17

Gravidez e pré-diabetes

Desde que começaram os meus problemas de infertilidade, começaram também os meus problemas metabólicos, insulínicos e de pré-diabetes. Fiz um ano de anti-diabéticos orais (Risidon) mas sempre de pé atrás. Apesar de a minha endocrinologista ter dito por diversas vezes que deveria manter as doses caso engravidasse, assim que fiz a TEC comecei a reduzir as doses (às escondidas do meu marido), e a fazer um controlo mais apertado na alimentação. Não me sentia confortável com um embrião a lutar pela vida aqui dentro, a estar a ingerir drogas. 

Na semana passada quando fui ao obstetra falei-lhe deste pequeno problema e ele, tal como eu desconfiava, mandou parar o único comprimido diário que ainda mantinha ao jantar. Comecei a fazer medições 1h após as principais refeições e em jejum e tiveram sempre bem. Hoje consultei uma nova endocrinologista recomendada por ele que me disse que não havia motivo para tomar medicação (pelo menos para já). A glicémia está controlada, e se mantiver a boca fechada e muito desporto pode ser que consiga controlar esta treta.

Não julguem que é fácil, grávida e com alguma compulsão por açucares fechar a boca, apetece-me constantemente um docinho, um biscoito, uma bolacha, um chocolate, mas controlo-me. Arranjo substitutos, sou observadora assídua da área de bem-estar do Jumbo e da secção de diabéticos do Celeiro. E digo-vos, nada é impossível. O mercado está cada vez mais virado para a saúde, designadamente para as questões de nutrição e que giram em torno da obesidade (não fosse o Continente ter comprado primeiro o Go Natural e agora o Brio). É impossível dizer que não é possível viver em dieta/restrição para sempre, porque hoje é. Sem desculpas.

01.Jun.17

Como uma grávida normal

Hoje foi dia de voltar ao meu obstetra que eu adoro de coração, Dr. Rui Miguel Viana. Assim que abriu a porta do gabinete disse-me com um sorriso rasgado "já me trás boas novidades?". Depois de em Novembro me ter operado aos dois ovários, com a marcação da operação em modo relâmpago passei a confiar ainda mais nele. 

Quis datar a gravidez e voltámos a ver a Rosita que já tem 8 semanas. Estava de rabinho voltado, deve ser tímida a minha princesa (não me perguntem como sei o género, porque não sei, apenas gosto de dar nomes carinhosos aos meus babes in uterus). Continuo no modo de "não acredito que estou grávida, não quero pensar muito no assunto" e não penso de facto, fruto destes meses infindáveis de tratamentos. Talvez depois das 12 semanas mude o chip, talvez não, desde que me mantenha serena é o que interessa. 

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