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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Projecto Sonhos de Laboratório

O meu projecto de sonho, Sonhos de Laboratório, começa a ganhar forma, e isso deixa-me de coração cheio.

 

Bom dia D. (...),
 
 
De facto já passaram por nós alguns casais que infelizmente já não têm possibilidade de fazer tratamento no SNS e financeiramente também não lhes é possível avançar connosco, portanto, é uma questão de revermos alguns processos e encontrar um ou dois casais que possam beneficiar da vossa ajuda e assim conseguirem concretizar o sonho de serem pais.
 
Vou ver com a Dra.  e depois entraremos em contacto convosco.
 
Uma vez mais em nome da equipa agradecemos o vosso cuidado e generosidade.
 
Com os melhores cumprimentos,

Projecto Sonhos de Laboratório

Começa a ganhar forma e o primeiro passo foi hoje dado.

 

Bom dia Enfermeira Filipa,
A Dra. Ana Paula disse-me para falar consigo por causa da ajuda que queremos dar a um casal com dificuldades financeiras e problemas de infertilidade.
Fiz uma promessa na altura da transferência que se conseguisse engravidar à primeira e estivesse tudo bem até às 12 semanas ajudaria um casal também com dificuldades "patrocinando" um tratamento até ao valor de 3.500 EUR (valor aproximado da FIV com o cartão de desconto da AFP). 
A Dra. Ana Paula diz que recebem alguns pedidos de ajuda e que juntamente consigo escolheria o casal. 
 
Poderia doar a alguma fundação mas queria algo mais "pessoal". 
Se me puder ajudar ficar-lhe-ia muito grata.
 
Um beijinho com estima,
 
Hoje sinto-me de coração cheio!

Há sempre uma primeira vez... DECO HELP ME

Na Páscoa tinha viagem marcada para Dublin com os meus dois rapazes. No dia 10 de Abril à noite o meu filho teve um episódio de SDR ou Síndrome de Dificuldade Respiratória que o médico não soube explicar. Podia ser uma alergia, muitas constipações mal curadas ou um primeiro ataque de asma. Foi receitado Celestone, Atrovent e Ventilan, tudo por via de aerossóis. Foi claro está desaconselhado andar de avião e ir para um país frio. Tinha de ser um fim-de-semana de sopas e descanso. Resolvi accionar o seguro que tinha contratado através da agência. Foi-me pedido um atestado que prontamente enviei, relatório do médico que prontamente enviei, descrição do episódio, receita da medicação... 

Sexta-feira recebi a resposta de que para a RNA um bebé com falta de ar, a chorar durante 24 horas seguidas, visto de urgência dia 10 e 12 a fazer medicação via aerossóis não é motivo suficiente para não viajar no dia 13 porque:

"1º Não havia motivo clínico para não viajar,

2º Não punha em perigo a vida,

3º Não prejudicava os membros locomotores,

4 º Não desaconselhava o meio de transporte incialmente previsto."

E é isto.

Agora somos dois

Tudo calmo, amanhã é o dia em que vou ver pela primeira vez a minha Rosita, e espero ouvir aquele som maravilhoso dos batimentos cardíacos. Continuo calma e serena, sem grandes expectativas e é assim que manter-me-ei. Gosto do mês de Maio e esta semana completo 32 anos. Em conversa com o meu marido constatávamos que desde Janeiro de 2013 que o tema é este, tentativas, gravidez, tentativas, bebé, recém-nascido, mais tentativas, clínicas, tentativas e nova gravidez. Passaram-se 4 anos, sem que me focasse em mais nada, a minha carreira ficou para trás, alguns sonhos também. Claro que foi tudo por uma causa maior, e desejada, mas não deixo nunca de pensar o quão ingrata é a vida para as mulheres por comparação a eles. 

Projecto Sonhos de Laboratório

Gostava que esta "acção" saísse do papel... quero acreditar que está tudo bem com o meu rebento e que às 12 semanas vou poder ajudar de alguma forma no sonho de alguma mulher. Gostava que fosse uma mulher real, mas não tendo nenhum história só me restará doar para uma fundação.

Sei que continua a ser um assunto tabu, que ninguém gosta de dar a cara porque se trata de expor fragilidades, mas enquanto continuarmos a fingir que não existe, talvez as leis nunca mudem, talvez o acesso ao SNS nunca chegue a todas, ou aquelas que querem um segundo filho, ou aquelas que já têm 45 anos, porque não temos voz, porque não nos queremos fazer ver, porque nos sentimos despidas perante os olhares indiscretos de compaixão.

 

São Lourenço do Barrocal

No fim-de-semana do 1º de Maio, logo após a transferência resolvemos ir dois dias só os dois ao São Lourenço do Barrocal. Há muito que andava desencontrada deste espaço magnifico. Posso dizer que a experiência foi maravilhosa, desde o atendimento, às áreas comuns, ao quarto, ao pequeno-almoço ou jantar. Os produtos servidos são todos óptimos, de elevada qualidade, os legumes fresquíssimos colhidos na horta própria, o vinho maravilhoso produzido mesmo na quinta, e o azeite nem vos conto. O pão do pequeno almoço é feito lá, as granolas são biológicas e o mel vem ainda em favo.

 

Eu que pouco me impressiono apaixonei-me, pela calma, pelo barulho dos pássaros, pelos detalhes para as crianças, até o ginásio é lindo (já sabemos como são manhosos os ginásios de hotéis). E vou voltar, nos meus anos, e desta vez com a peste. Para celebrar os 32, e o bom que este mês foi para mim. 

 

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Agora somos dois

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O meu corpo não dá ainda sinais, mas dentro de mim já bate um coraçãozinho, é tempo de reajustar algumas coisas e começar a ouvir-me.

Os últimos tempos foram marcados por uma alimentação restrita, com muito aporte de proteína animal, poucos hidratos simples ou complexos, quase nenhuma fruta, nenhum pão, queijo, manteiga e nenhum vegetal de cor diferente que verde. Marcados por uma monotonia alimentar que permite manter a dieta sem grandes desvios uma vez que através da pouca variação conseguimos reduzir o prazer que tiramos da comida. Mas tudo na vida são etapas e este coraçãozito que já aqui habita leva-me a considerar tudo.

É tempo de mudar e apostar numa dieta mais variada, com alimentos mais completos. Mais fruta, maior variedade de legumes, menos proteína animal. Mais gorduras, mais lacticínios e mais leguminosas. Tenho pavor de engordar, mas também sei que as alterações físicas são normais neste processo e tenho de lidar com elas. 

Da IVI para a Ginemed

Tenho recebido algumas mensagens a perguntar porque motivo mudei da IVI para a Ginemed. 

Em Dezembro de 2015 quando o meu médico me disse que não ovulava, recomendou-me ir à IVI porque teriam o melhor laboratório de genética em Portugal, e porque o laboratório era mesmo na clínica com umas instalações fantásticas. Queria tanto ser mãe que não pensei duas vezes nem procurei por uma segunda alternativa. Como vinha recomendada por ele consegui consulta logo na primeira semana de Janeiro de 2016. Gostei imenso das instalações (de luxo), do facto de ter garagem, e de não se esperar um minuto que seja para a consulta. Gostei do médico que foi muito elucidador e nos explicou como funciona o sistema reprodutor, aula que eu teria dispensado mas tudo bem. 

Começamos nesse mesmo dia com uma estimulação para coito programado com Letrozol. Não me pediu mais nenhum exame para além dos que tínhamos e não pediu nenhum espermograma ao meu marido. Nesse ciclo o corpo respondeu ao Letrozol e tive um folículo dominante. Tomei Pregnyl para provocar a ovulação mas não fiz qualquer análise para ver se ela tinha ocorrido. 7 dias antes do BETA e tomar Progeffik o período apareceu. Nunca me explicaram porquê nem nunca tentaram saber porquê. Seguiram-se mais 3 ciclos todos iniciados com Letrozol que nunca mais fez efeito. Mesmo assim ele queria sempre começar com esse medicamento e depois passávamos para o injectável (já não me lembro qual mas acho que seria o Menopur). Um ciclo foi cancelado porque hiperestimulei, e tinha tantos folículos dominantes que nem sequer contaram. Nesse ciclo fui atendida por 3 médicos diferentes. Nunca me pediram análises para ver se estava com os níveis de estrogénio altos. Um dos ciclos foi cancelado porque o meu marido foi viajar e eu não estava a responder à medicação habitual e o outro ciclo foi cancelado porque eles desistiram. Resolveram dar importância a um quisto que estava com 3 mm, chamaram-no de endometrioma e mandaram-me a uma especialista em endometriose na Luz. 

A especialista em endometriose disse que não ia operar porque era mínimo e mandou-me para casa. No meio disto estávamos em Maio/Junho e eu resolvi parar. Enviei um email ao Dr. a explicar que precisava daquela pausa e que voltaria em Setembro. Em Setembro voltei e recomeçámos com a terapêutica habitual. Não foi pedida qualquer análise ou espermograma ao marido. Em Outubro, e sem responder à medicação disse que tínhamos de parar porque o quisto estava com 4 mm. Tinha de tirar. Não foi nunca sugerido qualquer outro tipo de tratamento.

Bem, resolvi tirar, fui operada pelo meu médico, o quisto não era nenhum endometrioma (claro que eles não podiam saber a olho, mas por acaso o meu viu-o), estávamos em Novembro de 2016. Eu estava um caco, bati no fundo, e precisava de um novo começo. Não me via a voltar àquela clínica, que associei sempre ao fracasso. É um espaço luxuoso, com luz, clean, mas e o resto? Não somos máquinas, somos mulheres, eles são bons, mas também existem outros bons. Porque razão nunca fiz análises? Porque razão nunca foi pedido um espermograma ao meu marido? Porque ele tinha um filho? E então? Tudo muda. Porque razão os médicos que nos atendem e que não são nossos médicos não conseguem ser um pouco mais calorosos? Já que têm essa política e a justificam com "na infertilidade não podemos estar dependentes de agendas" porque não se interessam?

Não existe um motivo concreto para ter mudado, não tenho uma única razão de queixa quanto ao meu médico na IVI, os outros nem sequer lhes decorei o nome, mas eu precisei de mudar. Precisei de me sentir em casa, acolhida, ser um nome, telefonar e responderem-me pelo nome porque têm o meu número gravado. Na IVI somos o NIF ou o processo, somos números.

 

Na Ginemed somos nós, mulheres inférteis, sou eu a Gracinha, a Sílvia com mais de 45 anos e que nãe era apenas isso, a idade, somos reais, de carne e osso. 

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