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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

31.Jan.17

Progyluton

Para já nada a apontar a este medicamento novo. Sem efeitos secundários visíveis, espero que não signifique que o mesmo não terá o efeito desejado - provocar uma menstruação. Apenas tenho mais sono, que associo à progesterona dos segundos comprimidos. O meu corpo não está habituado a esta hormona sexy e feminina e portanto deve estar bêbado de prazer. Espero daqui a mais ou menos 7 dias iniciar o Ovaleap. Era muito bom sinal.

30.Jan.17

Mais uma moeda mais uma voltinha

Hoje é dia de ir conhecer mais um endocrinologista recomendada pela médica da infertilidade, vou com as expectativas baixas. Levo umas análises (pouco famosas) hormonais feitas na semana passada com prova de glicose incluída. Levo um mapa que fiz por auto-recriação com todas as medições de glicémia feitas por mim ao longo de uma semana: jejum, uma hora e duas horas após as refeições. Tenho os dedos todos furados e valores que nunca ultrapassaram os 100 mg/dl. Levo uma lista de questões que já sei que muito provavelmente não serão respondidas. Falta a todos os profissionais de saúde a parte da integração. Medicina integrada e o individuo visto como um todo e não apenas como partes que nada têm haver umas com as outras. Espero não perder muito tempo em conversas demasiado supérfluas sobre um assunto que me afecta bastante. 

25.Jan.17

Anda tudo à procura não sei bem do quê

Depois de ler este post apercebi-me da minha realidade. Apesar de não ter um blog que dê qualquer rendimento, não ter seguidores, não ter parcerias com marcas, no fundo ser um zé ninguém nisto das redes sociais também eu me encontro no limbo entre o meio caminho para o saudável ou obsessão. 

 

Olhando para trás apercebo-me que há mais de um ano, precisamente 14 meses, peso tudo o que como. Quando digo tudo, até o azeite para temperar a salada ou o coco ralado que uso como topping em cima das panquecas. Há um ano que registo tudo o que como numa aplicação e portanto sei quantas calorias ingeri em cada um dos 365 dias que passaram, quantas gramas de proteína, hidratos ou gordura. Há um ano que me peso religiosamente à sexta feira na esperança de ver o número 53 de volta. O número que tinha em Maio de 2013, antes de ser mãe. Há um ano que vou treinar 5 a 6 vezes por semana e quando falho acho que vou engordar, perder músculo, ganhar gordura, fazer retenção de líquidos. Quando estou doente e só consigo comer maça cozida e bolachas de agua e sal já estou a pensar que não estou a ingerir a proteína que necessito. 

 

Há um ano que sigo todas as páginas de raparigas fit, receitas saudáveis, comida fit, receitas funcionais, squat, bla bla bla, para saber mais, para me motivar e para me manter no foco. 

 

Claro que tive resultados, claro que o meu corpo mudou, mas olhando para este ano que passou pergunto-me se isto é saudável. Não sei. Se eu estou mais saudável? Sei que não. 

 

Sei onde tudo começou, e não foi só uma questão de peso, foi principalmente querer de volta a minha fertilidade, mas agora, olhando para trás, penso que me perdi. Tenho amenorreia, sop profundo, resistência à insulina, pré-diabetes, obstipação e até colesterol alto.

 

Não podemos acreditar em tudo o que vemos, muitas das fotografias publicadas com pratos bonitos de pequenos-almoços "fit" acabam no lixo, as cheat meal acabam vomitadas na retrete, e o eatclean não passa de um corte e costura na manipulação e contagem de calorias. 

 

Imaginar que quando era solteira ia no carro para a faculdade a comer um pão chapata, carregado de queijo flamengo, manteiga mimosa e a beber um iogurte liquido, tudo preparado pela minha mãe. Todos os dias durante anos e anos. Sem diabetes, sem colesterol e magra. 

25.Jan.17

Teimosos como eu

Tinha dito aqui que o Drilling Ovárico poderia ser uma opção de tratamento para mulheres com SOP, regularizando em muitos casos os ciclos menstruais. Contudo e como sempre acreditei os meus ovários são duros de roer e não era com furinhos que iam passar a trabalhar que nem formigas. Ontem na ecografia para inicio de tratamentos foi isso que se confirmou. Continuo com um número infindável de micro-quistos, um endometrio finíssimo e com análises que depreendem que estou na fase folicular. E nesta fase me vou mantendo desde Junho de 2015. 

24.Jan.17

(Re)Começo

Nova consulta, novo começo. A terapêutica é ligeiramente diferente na Ginamed. Vamos começar por induzir a menstruação (que não tenho desde Agosto) com Progyluton para iniciar o indutor (Ovaleap) com o endométrio novo e limpinho. Na IVI iniciei sempre o indutor sem fazer qualquer limpeza prévia. Comecei sempre com comprimidos orais para acabar sempre no Puregon por falta de resultados do primeiro. Serão 10 dias para induzir. Começamos esta fase com muita expectativa e com a ideia reforçada de que esta clínica é mais quente e não nos sentimos soldadinhos de chumbo numa fábrica de brinquedos. 

20.Jan.17

A cumprir resoluções desde 1 de Janeiro de 2017

Para hoje, toca de ir experimentar o restaurante no Alentejo de Miguel Laffan que voltou a recuperar a sua estrela Michelin. Até me sinto inspirada depois de ter visto o Matt Sinclair a perder a final do Masterchef Austrália por causa de uma porcaria de um ovo cozido, pfff (lágrimas, muitas lágrimas). Nunca mais vou olhar para o Heston Blumenthal da mesma forma. 

Um bom vinho, e boa comida para aquecer o inicio de fim-de-semana. E já que não posso ir até à neve fazer snowbord (não é que alguma vez tenha feito esse desporto de elite) vou só ali até Montemor-o-novo comer. 

19.Jan.17

Curso de Nutrição Desportiva parte 2

Depois de esperar, e esperar, e esperar, consegui hoje ser aceite no curso de nutrição desportiva que andava a namorar. Sinto-me como uma garota de 18 anos acabada de ser admitida na licenciatura em direito da Clássica em Lisboa. 

18.Jan.17

da minha insistência em ter o segundo

Neste processo a frase que mais ouço é "ao menos já tens um" ou "porque insistes tanto se já tens um?". As pessoas não percebem o porquê de querer um segundo filho quando o processo me faz sofrer e me desgasta tanto. A minha própria mãe não entende, não toca no assunto, é como se ele não existisse. Está cómoda com o seu adorado e único neto, e isso basta-lhe, tal como lhe bastou ter apenas uma filha. Infelizmente para mim e em quase todos os campos da minha vida nunca consigo a sensação do basta, do suficiente.

Não vou tentar explicar a pessoas que não são pais porque nunca entenderiam mas isto de ser mãe é como que um perpetuar de nós próprios, enquanto geramos e damos vida deixamos no mundo mais um pedaço de nós, mais uns anos de nós ainda que o nosso prazo de validade seja limitado. Eu morro, mas ficam cá os meus. E com o passar dos anos, conforme vamos envelhecendo esse desejo é mais vincado. Para não falar sequer do meu relógio biológico, do facto de querer dar um irmão ao meu filho ou do desejo imensurável de querer ter um bebé em casa. É este sentimento ambíguo que dói: ver o meu filho crescer de forma saudável é a melhor coisa do mundo, deixar de o sentir como um bebé e não ter outro, ou perspectivas que venha a acontecer é de partir o coração.

 

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17.Jan.17

esta minha mania de gostar de restaurantes de autor

Tenho um tique, um vício, o que quiserem chamar. Gosto de restaurantes de autor, para mim um bom restaurante é toda uma experiência que vale a pena ter. O meu marido não me entende, para ele é inconcebível gastar dinheiro numa refeição. 25 euros por pessoa já é muito, mas eu adoro. Tenho a mania de namorar os menus, sou capaz de ficar um ano a namorar uma ementa sem nunca meter os pés no espaço. Mas namoro, "saboreio" e sonho. Pratos diferentes, ingredientes novos, combinações improváveis são para mim quase como um city-break. E um city-break com restaurantes de autor à mistura nem vos conto. 

 

Mas como ele não me acompanha ou vai contrariado este cliché muitas vezes acabo por não ir provar. No hotel em que ficámos em Miami tínhamos um Nobu e não experimentámos, em Londres no The Capital também não experimentámos o restaurante com uma estrela michelin e até no Land Vineyards não fomos dar um beijinho ao Miguel Laffan. Podia gostar de relógios ou jóias ou carros, mas não, eu que estou eternamente em dieta adoro restaurantes caros. 

16.Jan.17

Comi uma tapioca cor-de-rosa e gostei

No sábado enquanto passeávamos pelas Amoreiras resolvemos experimentar a Beiju Tapiocaria. Fui a medo porque odeio conceitos com demasiado Marketing quando envolve comida. Acho sempre que estou a pagar a cara da coisa e não a comida em si, mas foi uma agradável surpresa. 

Eu comi uma tapioca cor-de-rosa, recheada com queijo, banana, canela e mel, eles comeram uma com nutella claro está. Adorámos! Faz um óptimo lanche para quem não tenha muita fome e sempre dá para variar dos crepes/panquecas/pão.

A tapioca é feita numa frigideira anti-aderente com goma de mandioca. No celeiro já vendem o preparado pronto a utilizar, e o melhor de tudo, tem apenas 60 calorias por 30 gramas. Fica a dica. 

 

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