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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Socorro, ele aprendeu a dizer "não quero"

A criatura lá em casa aprendeu a dizer "não quero..." e como qualquer criança que se prese vá de dizê-lo até à exaustão.

A criatura acorda, a mãe dirigi-se ao seu quarto para começar a arranjá-lo e começa a cantoria "não quero a mamã", ai "queres quem então?", "não quero a mamã", e vira-se de barriga para baixo. Eu cheia de paciência, são 09h, tenho de sair dentro de 20 minutos, e ainda tenho de o vestir, dar-lhe o pequeno almoço, tomar o meu pequeno almoço, acabar de me arranjar (esqueçam lá a parte da maquilhagem, há muito que não tenho tempo para isso), digo "meigamente", "vá querido, tem de ser a mamã". 

Consigo começar a despi-lo ao fim de 5 minutos. "Mãe, eu quero ver o cocó", vai de abrir a fralda e mostrar-lhe aquele pequeno tesouro, limpar-lhe o rabo com água Uriage e tentar pôr-lhe as cuecas "mãe não quero as cuecas, o henrique é nú", e começa aos pulos na cama de rabo ao léu, eu já toda a suar, faço malabarismos para conseguir acabar de o vestir. "mãe chão!" no seu tom de anão autoritário. "Não querido, temos de ir tomar o pequeno almoço", "não quero, e não quero a mamã". 

Sento-o na cadeira da cozinha e ponho a Masha e o Urso no Ipad (outra pequena tirana que só dá maus exemplos ao meu filho). "Mãe eu quero o ovo". "Não querido hoje é iogurte com aveia como sempre", "não quero, o henrique quer o pão". "QUERIDOOOO VAIS LÁ ABAIXO COMPRAR PÃO, O TEU FILHO QUER PÃO", ah esquece o papá já saiu. "Tens de comer o iogurte com aveia", "não quero", mais uma colher, "não quero", mais outra colher, e lá consigo acabar em 10 minutos de o alimentar. Acaba a Masha e começa "mãe chão". Pouso-o no chão e respiro, olho para ele e apetece-me encher aquelas bochachas de beijos "deixa-me dar-te um beijinho por favor" (imploro). "NÂO, não quero a mamã". Ok desisto, "amanhã ficas a chorar na cama, e quem vai tratar de ti é o Panda ou quem aparecer". Ri-se, já sabe que eu estarei lá sempre. Ouve a porta e o habitual "olá meu amor!", chegou a João! "Não, não quero a João, eu quero a mamã". 

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