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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Socorro! é fim-de-semana (II)

Nota mental: nunca mais fazer publicações destas a uma sexta-feira. Fui castigada, cheguei a casa e tinha um bebé super constipado e cabisbaixo. Tinha combinado com a Isa ir à praia com as gémeas mas tal como disse: nunca fazer planos ou fazê-los com quem  tem filhos e percebe. A noite de sexta-feira foi assustadora mas eu e o husbie dividimos o mal e a coisa até se fez. O pouco que dormiu foi encostado ao meu peito sempre em modo choramingas. A mistura explosiva é doenças mais birras! Um bebé doente e em fase de birras (daquelas que sempre olhámos de lado nos outros tipo atirar-se para o meio da calçada portuguesa em pleno Jardim da Parada) é de rezar a todos os santinhos que chegue a segunda-feira. E hei-la! Boa semana pessoas sem filhos. 

Socorro! é fim-de-semana

Um dos grandes testes à nossa imaginação enquanto pais são os programas de fim-de-semana. Para quem ainda não anda neste admirável mundo diferente, não imagina o quão é difícil entreter uma criança ou bebé. Quando chove e está aquele frio do Árctico (como tem estado nas últimas semanas em Lisboa) rezo para que o fim-de-semana não chegue porque vem aí horas de tormento. Estar em casa a entreter estes pequenos seres maravilhosos é como tentarem ensinar-me a pintar, não quero nem nasci para isso. Chegamos ao 12h de sábado já cansados porque o dia começa normalmente às 07h30, ao fim-de-semana os pequenos seres tendem a acordar mais cedo com fome ou com cocós daqueles que saem para fora da fralda. Ao 12h já eu estou a contar os minutos para o pôr na cama para ir dormir a sesta. E das duas uma: ou faz uma sesta de 4 horas seguidas e normalmente isto acontece quando está um dia lindo e tínhamos planeado ir passear à beira rio, ou faz uma sesta de 30 minutos, fica numa rabugice tal e chove a potes. 

 

Mas há sempre pequenos truques para contrariar aquele pensamento (herege) de "nunca mais é segunda-feira":

* não fazer planos, não marcar programas, não marcar almoços (jantares nem pensar a não ser em casa).

* ou marcar montes de cenas mas com adultos também com filhos porque a probabilidade de um dos casais desmarcar é de 95% e ninguém leva a mal.

* rezar ao São Pedro a partir de terça-feira.

* deitar mais cedo à sexta-feira e sábado que nos restantes dias da semana.

* apostar num bom par de galochas e casacos quentes e impermeáveis caso o São Pedro não ouça as nossas preces.

* comprar uma casa junto a um parque com baloiços ou montar um baloiço no meio de casa.

* não deixá-los fazer sesta nenhuma até que estejam tipo Zombie e enfiá-los na cama às 20h de sábado, sempre se aproveita a noite.

* aprender a meditar e andar sempre com música Zen preparada para ouvir, a única forma de nos desligarmos e estarmos lá ao mesmo tempo (dizem).

 

 

A nossa alimentação e a das criaturas

A nossa consicência diz-nos que não devemos passar os nossos erros alimentares aos nossos filhos. Os bons hábitos devem ser incutidos logo desde pequeninos e devemos tentar replicar, de forma melhorada, aquilo que queremos e fazemos para nós. Nos tempos modernos, das correrias, das comidas de pacote, congeladas, das horas extra no trabalho e da falta de tempo é um quebra-cabeças comer-se bem e ter ideias para que os rebentos comam também em condições. Tenho a sorte de ter empregada todos os dias que me ajuda nas refeições dele e uma Bimby, mas mais do que isso é preciso imaginação. O meu truque é preparar os menus da semana para os rapazes e fazer as compras de acordo com o programado. Apostar em pratos que possam dar para várias refeições e alternar os dias entre peixe e carne. Opto por usar muitas verduras, batatas e gordura saudável, os molhos são sempre feitos com tomate e cenoura, não uso natas ou margarinas. Não compro comida embalada ou pré-cozinhada, não lhe dou douradinhos e outras coisas do género, terá a vida toda para comer isso, não dou salsichas ou outras carnes processadas e come massa apenas uma vez por semana. Nunca provou um sumo ou chá ou refrigerantes e bebe bastante água. Tentei dar uma vez um leite com chocolate da ucal e cuspiu.

 

Eu faço escolhas saudáveis para mim diariamente e quero muito que o meu filho aprenda de pequeno também a fazê-las, se lhe posso dar cereais sem glúten, dou, se lhe posso dar uma tosta de arroz integral em vez de uma bolacha Maria dou, e ele adora. Com as minhas manias consegui também pôr o meu marido a comer melhor e a fazer escolhas melhores. Zanguei-me muitas vezes porque não quero que o pequenote coma como ele. Quer comer mal, coma fora de casa e longe da vista. 

 

Ao sábado facilito um pouco e deixo-o comer mais "porcaria", é o dia da asneira para todos. Se vamos almoçar fora e comemos batatas fritas, então parece-me que a criança também pode comê-las, aliás confesso que nos restaurantes costumo pedir batatas e pão só para ele porque fica calado e quieto durante uns bons 10 minutos. Quando não quer comer não come, mas também não há substitutos, não entro em guerras como já tinha referido.

 

Deixo-vos uma semana típica deles. 

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 A minha é um pouco diferente :) 

 

Back In the Game

O que custa é começar, mas assim que se arranca não há quem nos pare. Parece que os meus dias de papa livros voltaram e nada melhor que uma daqueles livros que nos prende à cama e nos alheia do mundo. Depois do sucesso do Antes de Adormecer, S. J. Watson volta a estar brilhante em Segunda Vida. A personagem central volta a ser uma mulher, presa numa atracção fatal e que nos leva para o cliché até onde estamos dispostas a ir pelo prazer? Vale tudo? Nós e apenas nós ou nós e a família?

segunda vida s j watson novidade jacarandá.jpg

 Bom dia da Mulher.

Meus ricos filhos

O encantado mundo novo da maternidade dá-nos também um encantador corpo novo. E digo encantador porque todo ele fica mais redondo e anguloso. Não sou uma abençoada do metabolismo rápido e como tal continuam 4 kg (sim leram bem) por sair. Ao fim de 20 meses desde que deixei a condição de Estado Engraçado resolvi assumir que nunca mais voltarei aos meus 53kg. Sou uma mulher, crescida, saudável e com mais em que pensar do que viver em dieta profunda constantemente. Deus sabe o que tenho tentado, Deus sabe a forma como fecho a boca, a minha força de vontade e o meu empenho em tudo o que faço na vida. Não sei para onde foram esses 4kg porque nunca me senti tão magra mas vejo-os na balança, todos os dias em que me peso. E quanto mais vejo mais acredito que balanças não são para serem amigas. O peso pouco importa como medida para aferir a magreza ou uma evolução, e no final, interessa é fazermos escolhas saudáveis sem estar constantemente a pensar em dieta mas sim como estilo de vida.

Assim dou por terminada a minha luta em papar estes kilos e adopto-os em definitivo como sendo meus filhos também. Bem-vindos a casa pequeninos. 

a partir de quando podemos sofrer?

Ouço muito aquelas frases feitas do "coitados estão a tentar há uns 3 meses, mas há quem demore anos a conseguir". Estas frases, murros no estômago, são ditas por pessoas que ou não têm filhos ou engravidaram num ápice. O problema é que o sofrimento não é com certeza proporcional ao tempo de espera, talvez seja o desespero ou o cansaço, mas a tristeza para quem tenta 6 meses é tristeza. Não imagino o que seja tentar durante 5 anos, porque não me imagino a passar por todo este processo durante tanto tempo. Quem passa por estas dificuldades sabe do que falo. É acima de tudo frustrante, e injusto, damos por nós muitas vezes a pensar, "porquê a mim?", porque somos postas à prova desta maneira? Não é por nos dizerem "mas olha que tu já tens um filho, imagina lá a Chica que não tem nenhum e já está a tentar há dois anos". Pois, não quero saber da Chica, não é por ela não conseguir que eu vou atenuar o meu sofrimento por o dela ser maior. Por isso continuo a dizer que é um problema que se vive sozinha, em silêncio, porque a maioria das pessoas próximas não percebe. Costumo pensar Deus queira que nenhuma amiga próxima tenha de passar por isto, porque eu tendo passado também não saberia com certeza ajudá-la, e isto minhas senhoras, diz tudo. 

Passa o tempo

Já corres, tal como o tempo, num minuto és um bebé de colo, no outro já estás um menino. Mimos já pedes raramente, não dormes no meu colo, o chão é o teu caminho, o sítio seguro. A Heidi continua a ser a tua paixão, esqueceste por momentos o Panda e preferes os vídeos The Wheels on the bus. Tens quase dois anos e o tempo foge-me, e vai fugir-me sempre, quero muito dar-te um irmão, porque mereces e porque quero fazer perdurar a sensação de te ter bebé. De ter um bebé. Todos os dias gosto de ti mais um pouco e quase esqueci de como foste tão difícil nos primeiros 7 meses de vida. Por ti não me importo de envelhecer, porque ver-te crescer é isso mesmo, e enquanto envelhecer assim fico bem. Mudas-me todos os dias, sei que sou mais preocupada, diria mesmo paranóica, mas sou melhor mulher, mais completa e humana. Sou feliz à minha maneira, é diferente, mas é bom. 

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