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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

no fim o que conta é a alimentação

Desde que fui mãe e assim que o médico permitiu retomei os treinos no ginásio com o meu PT de sempre. Cheguei a fazer 5 treinos por semana com PT e resultados nem vê-los. Em Dezembro de 2014 resolvi que estava na hora de começar a treinar sozinha. Irritei-me por todo o dinheiro gasto, irritei-me por todas as horas perdidas no ginásio e irritei-me por todos os alimentos que deixei de ingerir. Fui reduzindo as calorias ingeridas em busca de um emagrecimento forçado, quando na verdade queria apenas reduzir a massa gorda. Posso dizer que entre o período de Janeiro a Setembro de 2015 fui imensamente infeliz por odiar o que via no espelho. No espaço de um ano frequentei 3 ginásios diferentes, precisava de arranjar um equilíbrio entre a nova vida de mãe, o trabalho e os treinos, queria treinar, mas não queria abdicar de tempo com o meu filho. Acabei por optar por um ginásio perto de casa e a meia distância do trabalho. Em Outubro de 2015 estava a correr cerca de 60 km por semana, a um ritmo bom, e massa gorda a derreter nem ver. Continuava com a minha alimentação super regrada, à base de folhas de alface, sopa, e aqueles alimentos todos que qualquer nutricionista nos impinge: marinheiras, iogurtes aromas magros, queijo vaca que ri light, gelatinas zero calorias, tortas de arroz integral, tostas de espelta... pacotes e pacotes de comida "light" e "saudável".

 

Resultados: nem vê-los.

Aprendi da pior maneira, vi o mal que fiz ao meu corpo ao ponto de ficar totalmente desequilibrada a nível hormonal pelo stress constante que lhe causava. Hoje olho para trás e fiz apenas asneiras. Não basta correr, fazer treino de alta intensidade, saltar feitos maluquinhos, fazer pranchas ou levantar pesos. Não basta acima de tudo contar calorias e reduzi-las a mínimos, ou cortar nos hidratos de carbono. É preciso equilibrar tudo com uma boa alimentação, e quando digo boa alimentação é comer tudo de preferência que não esteja empacotado, ou embrulhado. É necessária muita proteína (sim é verdade, apesar da conversa já enjoar) de boa qualidade, em todas as refeições, e não falo da proteína que um queijinho light nos dá (2 gramas), falo de 15 gramas de proteína. Não é fácil arranjar um equilíbrio, não é fácil ver o que o nosso corpo precisa para começar a trabalhar e a derreter gordura. É necessária muita disciplina, e muita informação, aprendi sozinha, li muito sobre o assunto e passei a desconfiar de quase todos os nutricionistas.

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