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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Maria Saudável

Tenho de admitir estou sempre em restrições alimentares, não como doces, fritos, pão, arroz branco, massa, batatas, não como carne vermelha (porque não gosto). Não compro bolachas ou cereais de pacote. Mas também compro livros de receitas e tento adaptá-las para que fiquem mais saudáveis, não me alimento só à base de atum, salmão no forno, peitos de frango grelhados, batatas doce ou brócolos (apesar de adorar todos estes alimentos). Não bebo álcool a não ser um copo de vinho ao fim-de-semana. Monitorizo o meu sono através do UP, as calorias consumidas através do MyFitnessPal, as calorias gastas no ginásio através do relógio/banda da Geonaute. Vou ao ginásio 6 dias por semana e corro em média 40 km por semana. Dito assim parece que sou maníaca mas confesso que esta forma de vida (saudável) é um vício. Quanto mais fazemos mais queremos fazer, é o superar todos os dias, é o "só mais um km" ou "só mais um kg nesta barra". É como voltar à faculdade e querer ser a melhor aluna outra vez. 

Treinei 8 anos com PT e por opção, em Setembro, comecei a treinar sozinha. Conheço-me melhor que qualquer profissional, depois de tantos anos com PT, sei treinar sem qualquer tipo de ajuda, sei que treino devo fazer ou como devo alongar. Tudo isto é saudável (sem extremos) e custa-me ver as mulheres que criticam outras porque continuam a treinar quando estão grávidas, porque estão muito magras, porque correm que nem doidas, porque estão definidas... mas lá está, somos mulheres, invejosas e egoístas em quase todos os campos. 

 

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Passinhos

Ontem o meu bebé deu 4 passos, sozinho para ir ter com o Pai. Ficámos encantados. Ao contrário do mundo em geral não tenho muita pressa, digo do mundo em geral porque toda a gente me pergunta "mas ele ainda não anda?" (não é se já anda, é pergunta retórica com um ligeiro abanar de cabeça) ou então "ah está quase, mais uma semana e está a andar" (malandrecos destes bruxos e as suas adivinhações). Esta malta vive com pressa para tudo, como se o facto de o meu filho andar ou não fosse um assunto de Estado. 

 

15meses.jpg

 

tentativas

Pequena actualização sobre o assunto:

- amenorreia confirmada, já iniciei os comprimidos de progesterona para ver se a coisa se encaminha. 

Se alguém disse que era fácil? Não ninguém disse, e a única coisa que posso desejar é que nem todas as mulheres tenham que passar por aquilo que eu passo para ficar grávida. 

e o casamento?

Perguntava-me uma amiga como é que o casamento sobrevive ao nascimento de um filho. Sei que não existe uma fórmula mágica, sei que há casos, e conheço um, em que a relação do casal melhora muito, sei de outros casos em que a relação morre, e de outros em que a relação sobrevive. Só posso falar por mim e confesso que o inicio foi difícil. Não tinha tempo para ele, não queria estar com ele, era um misto de sensações, os babyblues a apoderarem-se de mim de tal forma que cheguei a pensar que estava com uma depressão profunda. Não gostava de mim própria, como poderia amar alguém? Passamos de 9 meses em que somos o centro das atenções para a sermos apenas mães, criadoras de bebés, passamos 9 meses com shots de hormonas para ficarmos sem hormona nenhuma. Passamos 9 meses a engordar para depois só querermos emagrecer. Passamos 9 meses a dormir mal para a seguir não dormirmos de todo.

Passou-me muitas vezes pela cabeça a palavra divórcio, dei por mim muitas vezes a olhar para o meu marido e a questionar-me "o que é que fazes aqui? baza, estás a mais". Verbalizei muitas vezes, demasiadas vezes, este tipo de sentimentos. Mas aqui estamos nós, juntos, mais adultos e mais próximos. Se há vezes em que me apetecia mandá-lo dar uma volta, também sei que é com ele que quero ter mais filhos e se isso não é amor não sei o que será. Por outro lado também não tenho pudor em dizer que o meu filho ocupa parte do meu coração e essa parte só poderá ser ocupada por outro amor do género que não se coaduna com o amor que sentimos por um homem. Mas o casamento sobreviveu, somos felizes com os nossos momentos, somos feitos um para o outro mesmo que com menos tempo para nos amarmos. Somos uma família, e isso só faz sentido com os dois presentes, debaixo do mesmo tecto. O casamento sobreviveu e não me imagino sem o homem ao lado do qual acordo todos os dias, mesmo que haja alturas em que só me apetece atirá-lo para fora da cama, mas isso, com ou sem filhos, acontece com todas nós. 

num abrir e fechar de olhos

O Henrique já tem 15 meses, volvido um ano e 3 meses sobrevivemos. Eu e ele. É sem dúvida a melhor coisa que tenho na vida mesmo que "dá um beijinho à mamã" signifique levar com cabeçadas no nariz. Não ainda não anda, mas anda do mais bem disposto que há. Depois de meses com dentes a nascer (de Dezembro a Setembro foram 16 dentes), com vontade de trincar tudo, a babar-se em fio tipo boxer a coisa lá acalmou e parece que está finalmente a desfrutar da sua vida de bebé. No alto dos seus 86 cm já chega aos interruptores e fica largos minutos a acender e apagar as luzes, gosta de música e do Panda, já não dá cambalhotas quando lhe mudo a fralda (eu, porque com o pai continua a mesma tourada) e de repente também passou a gostar de comer os segundos pratos. É um guloso ao ponto de folhear a revista da bimby e fazer "huuuuuuummmmmmm" quando vê as fotografias de biscoitos ou bolinhos. 

Continua a ser cansativo não vou negar, mas será para toda a vida. Nisto de ser mãe não existem part-time ou coisas a meio gás. Quando se é, é para ser de cabeça. Hoje por exemplo adorava passar na Zara para devolver umas coisas que comprei a seguir ao trabalho mas não é de todo possível, temos de escolher entre isso ou não os ver de todo. Portugal é como todas sabemos um país pouco amigo das mães, entramos tarde e saímos tarde. E enquanto eles se deitam às 21h não há muito tempo útil. Para nós mães, com trabalhos assalariados dependentes de uma chefia, resta-nos a hora do almoço para conseguirmos fazer tudo o que há para fazer, e o inicio da manhã para brincar um pouco com eles. Com jeito, tudo se faz. 

a pressa

Não dou novidades sobre as tentativas porque não há muito a dizer. O meu organismo continua parado e não há meio de começar a  funcionar (se calhar já ligava ao médico a dizer que estou com amenorreia - nome fofinho para o mal de que padeço - mas ainda não me apeteceu). O que mais me chateia é que o Henrique está a crescer muito rápido e eu não quero, gosto dele assim, bebé sem ser recém-nascido, fofinho que só apetece encher de beijos. E nisto dos crescimentos não havendo forma de travar é indo multiplicar-nos. Deve ser por isso que aqueles casais com 5 filhos continuam a ter mais mesmo depois do terceiro e quando um carro normal já não chega, e o T4 é curto, só lá vai mesmo comprando um palacete.

A pressa não é muito querer estar grávida porque não gostei, não é querer muito ser mãe, porque já o sou, não é querer aqueles primeiros 5 meses ou gozar uma licença, a pressa é porque o que tenho cresce tão depressa que só com outro colmato aquilo que não consigo controlar. Hoje estou assim, com pressa, sem que nada me valha porque o raio das hormonas continuam em deficit e no mundo das tentativas já lá vão 3 meses. 

Entre Linhas

Não sei o que poderá significar, mas sempre que o meu filho vê o Panda começa a gritar Mamã, quando quer ver o Panda diz mamã também, já não sei se chama por mim ou pelo Panda, já não sei quem é a mamã dele, se eu ou o Panda.

compras para eles

Apaixonei-me por estes fofinhos assim que lhes meti a vista em cima. Já moram no armário dele.

 

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Entretanto deixo uma informaçãozinha útil - nº de sapatos vs centimetros do pé:

 

Tamanho do pé (em centímetros) Número do calçado Idade da criança
9 cm 13 0 a 2 meses
10 cm 14 2 a 4 meses
10, 5 cm 15 4 a 6 meses
11 cm 16 6 a 8 meses
11,5 cm 17 8 a 10 meses
12,5 cm 18 10 a 12 meses
13 cm 19 1 ano
13,5 cm 20 1 ano a 1 e meio
14 cm 21 1 ano e meio a 2
15 cm 22 2 anos a 2 e meio
15,5 cm 23 2 e meio a 3 anos
16 cm 24 3 a 3 e meio
16,5 cm 25 3 e meio a 4 anos
17 cm 26 4 anos
18 cm 27 5 anos
19,5 cm 28 5 anos e meio
20 cm 29 5 e meio a 6
21 cm 30 6 anos
22 cm 31 7 anos
22,5 cm 32 7 e meio a 8
23 cm 33 8 anos
23,5 cm 34 9 anos
24 cm 35 10 anos
24,5 cm 36 acima de 10

vamos castigar a mãe

Ontem cheguei já tarde e nem sequer me atrevi a ir dar um beijinho não fosses tu despertar. Hoje retomei a rotina habitual e mal deste sinal fui aquecer o leite para te dar ainda na cama conforme é habitual, entrei no quarto e disse "bom dia dôdô" à espera de um grande sorriso da tua parte, estavas sentado, assim que me viste deitaste de costas voltadas para mim, ignoraste-me como quem diz "foste embora, agora toma lá para aprenderes". Estive com ele até às 09h40 e não consegui arrancar-lhe um único sorriso. Os miúdos são tramados.

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