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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

tentativas

Pois eu sei que já devia ter vindo dar notícias, mas não me apetece falar sobre o assunto. Fiz o tratamento tal como disse por aí algures e a coisa lá se deu  uhuhuhuhuuhhu, e voltei a ser uma pessoa com menstruação. Inconvenientes: os 10 dias dias de progesterona foram um tormento, parecia que estava a entrar na menopausa e ninguém me conseguiu aturar; o fofinho do médico esqueceu-se de me dizer no início do tratamento que tinho de fazer outros 10 dias a partir da próxima quarta. Ora, depois de 10 dias em que mais parecia um cão raivoso, um peixe balão devido à retenção de líquidos e uma psicopata prestes a ser condenada, decidi, contrariando as disposições do médico, que não vou fazer mais 10 dias de porcaria nenhuma. Vou deixar que o meu corpo responda por si só, vou apostar em suplementos naturais, sopas e descanso. Acima de tudo, eu sei, que o meu principal objectivo é aprender a relaxar. Com stress, o campo reprodutor não funciona de todo. 

Esse é o objectivo para os próximos dias, relaxar! Sei que hoje estou Zen mas amanhã posso estar de novo em stress profundo, mas minhas senhoras, um dia de cada vez.

Para já é continuar com o ovusitol, e começar a tomar um chá "especial" diariamente. À noite desligar-me, dentro daquilo que o Pablito e estas malditas gripes permitirem claro, ler, ver Greys Anatomy (e chorar), ver MasterChef S7 (e babar-me), ver The Affair (e entediar-me) enrolar-me em mantas enquanto saboreio um copo de Papa Figos. Estão comigo? 

 

Maleita nº 4

Ontem assisti ao primeiro episódio de febre verdadeira do Pablo. E o chão fugiu-me, e foi só uma febre, de repente começou a tremer, estava todo arrepiado, extremidades frias e num abrir e fechar de olhos eu já estava de termómetro em riste para confirmar aquilo que eu tinha a certeza ser, apesar de nunca te visto. Passei o dia todo a dizer ao meu marido que ele não estava bem, que o achava estranho, esquisito, desligado, e ele sempre a responder-me "é só uma constipação", quando cheguei a casa o pressentimento tornou-se em razão e o "é só uma constipação" virou mesmo em gripe com direito a corpo a combater vírus/bactérias/corpos estranhos. E o nosso coração fica tão mas tão apertado que enquanto ele dormia como um anjo eu dava voltas na cama e entrava e saía do quarto só para ter a certeza que estava tudo bem com o rebento.

Nem só de bebés se fala por aqui

Ao fim de anos a treinar no Holmes Place - acho que 8 - resolvi experimentar uma aula de grupo. Foi a minha primeira vez nestas andanças e estou rendida. Aquilo da força colectiva funciona mesmo, é verdade que parecemos todos malucos a ouvir música aos berros e um gajo a gritar palavras de força em Português e em Inglês ("yeeehhhhh ma friendsss"), mas querendo (sim porque temos de nos esforçar e não andar a fazer festinhas nos halteres), leva-se uma valente tareia. Ainda não passaram 12 horas e os músculos já me doem todos. Vou tentar ser certa nestas aulas para ver se há algum resultado digno de registo e depois partilho mais com as mães que por aqui andam sempre em busca da maldita da perfeição.

Manhãs

Desde o inicio da semana que não quer nada com o leite. Costumava dar-lhe biberão logo na cama, mas recusa-se. O pequeno almoço passou a ser igual ao dos pais: flocos de aveia com iogurte. O meu bebé já não é assim tão bebé. 

 

manhas.JPG

 

sobreviver a maleitas

As três principais que já passaram lá por casa são o nascimento dos dentes, diarreias e gripes. O nascimento dos dentes confesso que já me esqueci, desde Agosto que não lhe nasce nenhum  depois de 9 meses a nascerem não sei quantos. Sei que foi um período chato e tal, mas a maternidade é um fenómeno a estudar: tudo o que seja chatinho acaba por ser apagado das nossas cabeças de mães.

 

Quanto às diarreias é giríssimo de se ver. Um bebé faz uma diarreia liquida 300 vezes ao dia, fica sujo até às orelhas 300 vezes ao dia mas é como se nada fosse para ele. Pode estar todo sujo e assado que continua de bem com a vida como se tivesse acabado de sair de um banho vichy. Diarreias implicam despertares nocturnos e trocas de roupa da cama em modo zombie com um bebé a berrar não porque esteja com cocó até às orelhas mas porque lhe estamos a perturbar o sono de beleza. 

 

A terceira maleita, constipações, gripes, ranhos, macacos, espirros, têm passado lá por casa mais do que eu gostava, fica o bebé entupido, fica a empregada, a avó, o pai, normalmente só a mãe se safa. Ranho no nariz é sinal de noites mal dormidas porque bebé que é bebé não sabe respirar pela boca e então para além de nestas altura passar a ressonar, engasga-se com as suas próprias porcarias. Não se sabem assoar, e aspirá-los parece uma tortura medieval. É preciso amarrá-los para conseguir tirar o equivalente a 0,1 ml de ranho. Depois de estarmos todos a suar, bebé incluído, ele continua tão ou mais entupido. Sim porque o chorar também os deixa com ranho e o suor pelo esforço estóico constipa-os ainda mais. 

 

As 3 maleitas implicam compras especializadas diárias: para os dentes temos o Pansoral, Mytosil, Bucagel, Gel da Chicco e a certeza de que nenhum faz efeito. Tenho todos lá em casa e sempre que há uma nova crise lá vou eu fazer mais um estudo de mercado. Para dentes o melhor remédio é a paciência. Para as diarreias nada como as fraldas Dodot, que fazem com que o coco não chegue ao nariz e se fique pelo pescoço. Nestas alturas de crise é preciso um carregamento extra de fraldas e lençóis de baixo. No verão podemos optar por deixar o bebé nu enrolado em papel plástico, vai dar o mesmo efeito (cocó até ao pescoço) mais sai mais barato. O remédio para a diarreia para além do Nestum de arroz é a paciência. E por fim as gripes: litros de soro fisiolóigico (chegamos a gastar 30 embalagens dia) e Rhinomer bebé, compressas de tecido não tecido, e quando a coisa está mesmo critica um bocadinho de Neo sinefrina. Muitos vapores e claro está, paciência acima de tudo. 

no alto dos saltos altos

Não sei se com vocês é igual, mas sempre que calço saltos, daqueles mesmo altos sinto-me outra. Mais feminina, logo mais confiante. O meu estado de espírito altera-se e dou por mim muito mais feliz. Também com mais cãibras nos gémeos é verdade, mas muito mais mulher. Hoje são estes que me dão o tamanho do meu marido. 

 

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É já amanhã

o baptizado do Henrique, e eu nem uma roupa especial para mim comprei, não marquei maquilhagem, nem cabeleireiro. Tenho aulas até às 13h e o baptizado é às 14h30. É impressionante o que a maternidade muda na mulher. Viva a falta de tempo e a "descontracção". 

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