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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

birras

A fase das birras bateu à nossa porta. Confesso que achava que as crianças só ganhavam esta personalidade mais tarde e não com 14 meses. Só quer mexer onde não deve, nos nossos telefones, nos comandos, nas fichas, nos botões, nas janelas, nas portas, fica durante 5 minutos a fechar e a abrir uma porta e eu sempre a ver quando é que os dedos vão ficar entalados. Se digo não grita, se o tiro de ao pé do perigo grita, abana a cabeça de um lado para o outro e gatinha em marcha-atrás. Se levanto o tom de voz bate-me, morde-me, enraivece-se. Não o consigo ter quieto um segundo a não ser no banho, na piscina, no mar, num alguidar, qualquer sitio com água. De resto anda para trás e para a frente e fazer asneiras mas feliz da vida. 

Como se gere isto? Não sei, não sei se sou a favor das palmadas, se é muito novo, se sou a favor dos gritos ou do levantar a voz. Acho que ele ainda não entende grande coisa. Para já sou a favor das doses de paciência diárias logo pelas 08h. 

Nem só de bebés se fala por aqui

Ontem resolvi passar no BPI para saber porque razão não me tinham pago os juros do depósito a prazo que tenho lá na data do vencimento.

"Juros? Ah não, este depósito que tem já não dá direito a pagamento de juros"

"Desculpe?? Como assim? Foi uma renovação automática, se não dá direito a juros serve para quê?"

"Pois... agora temos alguns depósitos que não são remunerados" 

 

Isto é possível? A conversa foi tão sinistra que me estava a rir na cara do gestor de conta. 

novas amizades

O meu filho é um simpático, diz olá a toda a gente na praia, gatinha em busca de pés com unhas pintadas de encarnado, diz adeus a quem passa, resultado toda a gente me sorri enternecidamente e eu sinto-me a Miss Simpatia Verão 2015. Hoje foi tão simpático que mandou um beijinho a uma senhora a quem esteve a dizer olá durante 5 minutos e a senhora gritou "ohhhh que amor!", foi a primeira vez que mandou um beijinho a alguém com direito a barulho e tudo (qual beijos na mãe qual quê). Outro desejou-nos "muitas felicidades" depois de ele ter tentado roubar-lhe o telemóvel para dizer "touuuu" enquanto o homem marcava uma qualquer aula de fitness e ter estado a tarde toda também a acenar-lhe. Por incrível que pareça ainda não encontrei nenhuma pessoa (estúpida) que fizesse um ar de desprezo ou lhe virasse a cara. Tenho um príncipe encantador. 

aprendi um novo conceito

Tirar férias das férias! Uma canseira. Estamos na terceira semana com o Gordo, tem sido maravilhoso, ele desenvolveu-se imenso nestes dias mas estamos "mortos". Estou em modo contagem decrescente para regressar ao trabalho mas sei que quando começar vou estar em modo contar os segundos para regressar a casa. Sabem aquela música "porque eu só estou bem, a onde eu não estou".

retenção de líquidos

E por aí? Depois de ter sido mãe a minha tendência para fazer retenção de líquidos aumentou ainda mais. Consequência: bolsas de gordura anti-estéticas nas coxas (colotes como já ouvi) e muita celulite. Fico triste porque sou cuidadosa, mexe mesmo comigo (sim, ao ponto de chorar). A verdade é que ainda não recuperei o peso todo ganho, faltam aqueles 3 kg, mas o que me chateia mesmo é esta gordura localizada. Por outro lado parece que o meu metabolismo entrou em coma e engordo com o ar (se tiverem dicas milagrosas avisem). 

 

Odeio aplicar cremes e acabo sempre por desistir, mas desta vez prometi a mim mesma que vou acabar os dois frascos que comprei da GÉRnetic (Lympho e Vasco Artera). Nunca usei nada desta linha e estou convencida que é mais do mesmo, mas não custa tentar.

Mykonos

Todos os anos tentamos sair uma semana porque gostamos de viajar. Este ano a escolha passou por um sítio calmo, que não tivesse grande coisa para fazer a não ser praia, bom tempo e boa comida e perto para que não se perdesse grande tempo em viagens porque não queria estar sem o Henrique mais do que uma semana. 

 

Acabámos por escolher Mykonos (nem vos sei dizer porque não Santorini), um destino muito em voga e demasiado caro a meu ver. Os hotéis são caríssimos, paga-se a vista, mas é só isso. As praias são boas mas nada de especial, pequenas e com chapéus/toldos muito juntos. É um desfilar de gente saudável em alguns sítios (espreitem algumas fotos de Sol Y Mar). Não existe nada para ver, visitar que demore mais do que dois minutos. Os gregos não são propriamente simpáticos, estão ali no meio termo tal como os portugueses. 

 

Ficámos no Grace Mykonos Hotel, um boutique hotel simpático, com um staff afável, longe da loucura de Chora mas com um shuttle sempre a funcionar para nos levar até à pequena localidade onde tudo se passa. Chora fez-me lembrar um pouco Chefchaouen mas em modo ocidental. As ruas muito limpas e bem tratadas, os restaurantes muito turísticos mas com boa comida mediterrânica.

O cômputo geral é positivo.

Já perdi a conta aos dias

Depois de uns maravilhosos 7 dias em Mykonos sem bebé (e ainda bem porque não é uma ilha babyfriendly, mas sim gayfriendly) viemos até ao Algarve para duas semanas maravilhosas a 3. Poderia dizer que está a ser divertidíssimo, super reparador mas estaria a enganar-vos. 

 

Férias com um bebé de um ano é todo um conceito diferente de férias, é acordar cedo, é não ir jantar fora, é não estar na praia de papo para o ar a ler um livro, é muita areia no corpo, duas horas seguidas na praia no máximo, é estranhar o quarto, a cama, o chão nos primeiros 4 dias, e a juntar a isto tudo o tempo maravilhoso com uns simpáticos 22 graus. 

 

Se soubesse o que sei hoje a semana em Mykonos tinha sido a última de férias e não a primeira, mas agora já aprendi.

 

Claro que há coisas bem piores, claro que é fantástico estarmos os 3 juntos dias inteiros, vê-lo a brincar, a refilar, a chorar, a comer, a querer mimo, a crescer. É maravilhoso comer os restos dele e andar o dia todo com a roupa suja e olheiras até ao umbigo, ou de rabo para o ar a apanhar coisas do chão. É o meu primeiro verão de férias como mãe e isso merece ser celebrado com outra semana de férias fora, num spa, sem bebé claro está. 

Day 7

Hoje é o último dia, amanhã já estaremos entre aviões, escalas e aeroportos, aterro em Lisboa às 20h (se a TAP não me falhar) e vou a correr abraçar o meu gordo. Não consegui não falar com ele por skype todos os dias, apesar de não me ligar nenhuma e preferir carregar nas teclas ou arrancar o ecrã do portátil. Custou mas soube bem, e a verdade é que continuamos também a ter de existir enquanto homens e mulheres, enquanto casais e estes momentos a dois nunca seriam iguais com um bebé de um ano a acompanhar. Quarta-feira rumamos a sul para as verdadeiras férias em família. 

 

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