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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

Nem só de bebés se fala por aqui

Não tinha dado por isso, mas Bertrand já lançou o último livro da Gillian Flynn Objectos Cortantes. Gostei do Gone Girl (Em Parte Incerta) mas mais do Lugares Escuros. Já está na mesinha de cabeceira em fila de espera.

Para quem procura leituras deste género para as férias, levezinhas mas que agarrem, recomendo o Não te Mexas de Margaret Mazzantini. Muito bom mesmo. 

 

Sinopse pela Wook
Escrito na primeira pessoa, Não te Mexas é um pungente monólogo de um homem, um cirurgião, falando com a sua filha de quinze anos. Depois de um acidente de mota, ela é levada para o mesmo hospital onde o pai trabalha. Agora, numa sala adjacente ao bloco operatório, ele espera enquanto um amigo a opera ao cérebro. Ela está gravemente ferida e pode morrer. Enquanto espera, petrificado pelo terror e pela dor, ele começa um diálogo interior com a filha, revelando o seu segredo mais íntimo. Subitamente, o respeitado profissional, o tépido marido de uma brilhante e lindíssima jornalista, o distraído pai de uma adolescente como tantas outras, é forçado a por a nu, perante a filha e ele próprio, uma verdade há muito omitida. Há muitos anos, o cirurgião violou uma mulher, uma imigrante miserável que vivia numa das zonas mais degradadas da cidade. A partir deste episódio, desenvolve-se a mais estranha das histórias de amor, porque ele apaixona-se perdidamente por esta mulher pobre, nada atraente, sem educação, e passa a viver a sua "vida verdadeira" com ela. Até que um trágico acontecimento vem mudar tudo.

 

um ano de ti

Sobrevivemos aos primeiros 12 meses, choraste os primeiros 5, dormiste mal os primeiros 8 até que milagrosamente começaste a conseguir pôr a chucha sozinho e as coisas melhoram. Foi esse o ponto de viragem. Dormes com 5 chuchas no mínimo, todas de marcas e tamanhos diferentes. Só não gostas muito das de borracha castanha, sempre que calha ficar uma dessas na cama no dia a seguir está no meio do quarto, deves pô-la na boca, irritas-te e atiras para fora.

No primeiro mês recusaste o meu leite, a partir do terceiro recusaste qualquer leite, no fim do quarto adoraste a papa e fruta passada. No sétimo mês passaste a adorar leite e até hoje bebes 300 ml de manhã, nem existe tal medida na lata mas passaste a odiar sopa e tudo o que não seja leite, bolachas, pão, banana e manga. Costumo dizer que és um chato, e até és um bocadinho,  mas ontem deste-me o primeiro beijinho. Já andavas a dar beijos no bebé que vês no espelho, na chávena que tem gatos e na boneca chinesa que o teu pai me ofereceu mas em mim nunca tinhas dado.

Não andas sozinho e pedes sempre a mãozinha para te movimentares, continuas a gatinhar à mutilado de guerra preso numa trincheira, gostas de abrir a gaveta das meias, tirar tudo para fora e voltar a arrumar, dizes mama, olá e outras coisas que eu não consigo perceber muito bem. 

Dás gargalhadas quando te fazemos cócegas e fizeste-nos o primeiro sorriso com 3 meses. Um sorriso desdentado, substituído pelas gargalhadas cheias de dentes de agora. Não sei quantos tens porque não te consigo pôr as mãos na boca, mas adoras lavar os dentes com pasta de adulto. 

Já não és aquele bebé, estás a crescer muito rápido. Se calhar vamos dar-te um irmão em breve, não sabemos, tu demoraste 9 meses a ser feito. Mas queremos muito outro bebé em casa, porque apesar de só encontrarem a chucha sozinhos lá para os 8 meses, tudo o que vem a seguir compensa os primeiros em que passam o tempo inteiro a berrar.

Desabafo do dia

Faz-me falta trabalhar num ambiente mais jovem e feminino para combater esta sensação de que a vida se tornou apenas em família e emprego, pouco ou nada estou com as minhas amigas se é que ainda as tenho. O pouco tempo que tenho é para andar a correr, vou ao ginásio a correr à hora do almoço (sozinha), vou ao supermercado a correr quando encontro 10 minutos livres (sozinha), não vou ao cabeleireiro, manicure ou depilação, faço tudo em casa, até as massagens passei para um pacote express (30 minutos), vou lá num instante e depois vou para casa a correr. Ando sempre a correr sem correr, é que ao menos se corresse verdadeiramente estava magra e fit.

Tenho dias em que me sinto velha nestes meus 30, e começo a perceber que aqui não vou ser feliz. Time to change or time to get pregnant? 

Pediatra

Ontem foi dia de Pediatra. O Henrique está óptimo, continua a ser alto, cabeçudo e magro. Continua a berrar assim que o Paulinho se aproxima e só pára quando já está no meu colo vestido. O comentário é sempre o mesmo "fora o mau feitio está óptimo!". 

 

Gosto do Dr. Paulo Oom, é um pediatra descomplicado, descontraído e disponível (ddd). Nunca levei o Henrique às urgências, nunca alarmei muito com coisa alguma, e foi apenas visto por ele uma vez fora do plano habitual de consultas. Recebeu-me no próprio dia na clínica Gerações (que é dele) para acalmar este coração de mãe (depois não era nada, era dentes). Descomplica sempre um pouco e é a favor da disciplina ou melhor dizendo contra as birras que é aquilo que o meu filho faz sempre que lá vai. 

a vida não é diferente, é melhor

Ontem perguntava ao meu marido como eram os fins de tarde antes do Henrique nascer. Já não me lembrava o que fazíamos antes do jantar sem um bebé para cuidar. Ele relembrou-me... não fazíamos nada porque não havia o antes do jantar, eu saía tarde, ele saía tarde, chegávamos a casa e jantávamos, ponto. Muitos dias eu ainda ia ao ginásio até às 21h e só chegava às 21h30 a casa. 

Se é verdade que a vida muda muito com mais um membro na família, também posso assegurar que o tempo parece que esticou, consigo chegar a casa cedo e ainda levá-lo ao jardim a ver os patos, consigo dar-lhe banho, dar-lhe o jantar, brincar com ele um bocado e pô-lo a dormir às 21h. São as melhores horas do dia mas também as mais cansativas. Sei que terei de reajustar horários porque não posso continuar a sair às 18h/18h30 do trabalho mas também sei que o trabalho deixou de ter a importância que tinha, já não quero saber se sou a melhor ou a que trabalha mais.

Mas dou por mim a pensar que faço muito mais coisas hoje que tenho um filho do que quando éramos só 2. Há sempre programas para fazer na rua, porque ficar em casa com um bebé um dia todo é de valentes. Faço praia o dia todo com ele, almoço em qualquer restaurante de Lisboa (desque que tenha esplanada), vamos a lojas e palmilhamos a cidade inteira com ele no carrinho ou ao colo quando se farta. 

primeiro aniversário

Correu tudo bem, ele não percebeu nada, eu no fim tinha uma casa porca para limpar (graças a deus que optei por pratos em cartão) e um escritório com tanta tralha, brinquedos, cavalinhos, trotinetes, andarilhos e eu sei lá mais o quê. 

Resumindo: foi uma canseira. Mas a surpresa do dia foi para o farol. Superou em aspecto e sabor. 

 

um ano bolo.JPG

1 ano bolachas.JPG

 

e é isto

Amanhã fazes um ano. Um ano em que a minha vida ficou virada do avesso, numa desarrumação boa. Um ano em que dei entrada na CUF às 08h com uma indução marcada, um ano em que tive um medo terrível quando percebi que ia mesmo ser uma cesariana, uma ano em que te vi pela primeira vez, a olhares para mim com o teu ar de ponto de exclamação, quem é esta? Nunca te mostro mas hoje faço, uma fotografia tua em grande plano porque é um ano de ti e já estás tão diferente. 

Apresento-vos o meu filho Henrique, acabado de nascer.

 

acabado de nascer.jpg

 

 

 

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