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Estado de (des)Graça

todas sabemos que a gravidez é um estado de graça.

09.Jun.14

recta final: 37 semanas

esta é aquela fase em que todas as grávidas respondem ao "quanto tempo falta" da mesma forma: ah e tal já pode nascer. Eu vou respondendo para bem da minha sanidade mental "faltam 3 semanas, na pior das hipóteses 4". Esta é a última semana de trabalho, logo na próxima já posso descansar à vontade, ir à praia, dar grandes caminhadas e dormir aproveitando que o Pablo ainda não está cá fora para me alterar os sonos. Estou tranquila dentro dos possíveis e posso dizer que estava preparada para o pior. Talvez porque nunca tenha ouvido uma mulher grávida a dizer "o último mês passa a correr, nem damos por ele", é só "não aguento", "estou à beira de um ataque de nervos", "estou a rebentar", "só quero que ele nasça". 

 

Eu aguento, não estou à beira de um ataque de nervos, apesar da minha barriga parecer uma melancia daquelas que dá para alimentar uma família numerosa (5 filhos) durante uma semana, ora atentem.

 

 

 

 

Mas ainda me aventurei e esta semana vou ter mais uma sessão fotográfica de grávida a rebolar. Corajosa.

03.Jun.14

os prós e contras do Estado (de graça)

Porque este Estado tem tanto de coisas más como de boas, venham mais 3 ou 4 gravidezes.

 

Coisinhas Boas:

- os pêlos dos braços caíram;

- tenho prioridade nas finanças, emel, e outros sítios com pessoas simpáticas nas caixas, e desde que na fila nao esteja uma velha rezingona (são as piores);

- o cabelo cresce mais rápido;

- a pele da cara está óptima sem vestígios de borbulhagem;

- toda a gente me mima (excepto no trabalho onde há alguns anormais sem noção);

- não gastar dinheiro na Uterque, Bimba&Lola, Adolfo Dominguez e outras que tal (só mesmo na zara, h&m e primark);

- nunca me sentir sozinha.

 

Coisinhas menos boas, vá para lá de péssimas:

- o peso a mais, na barriga, nas pernas, no rabo, nos joelhos, vá em todo lado;

- as dores de costas que advêm do peso da barriga;

- os enjoos (que nunca passaram);

- a dor que é depilar as virilhas, jesussssss é indescritível;

- não conseguir chegar aos pés para pintar as unhas;

- não conseguir correr quando tenho pressa (vá lá que não apanho autocarros);

- a retenção de líquidos que me faz ter mãos sapudas e pés de fiona (deixei de usar aliança e anel de noivado);

- o tamanho assustador das minhas boobies e mamilos (medoooooo);

- o pior de tudo: o calor, nunca na vida senti calor e agora passo a vida a derreter, e suo de tudo quanto é sítio;

- nunca estar sozinha.

 

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